O criminoso Ygor Freitas de Andrade, o Matuê, líder do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio, foi morto em operação da Polícia Civil no Campinho. Ele respondia a mandados por homicídio, tráfico e associação criminosa e era responsável por ataques a rivais e à polícia. A ação faz parte da Operação Contenção, que visa enfraquecer as facções na região.

Foto: reprodução/redes sociais
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O cerco a Ygor Freitas de Andrade, conhecido como Matuê, terminou nesta quarta-feira (8/10) com a morte do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação, batizada de Contenção, foi conduzida por equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP).

Matuê, de 28 anos, exercia o comando do tráfico de drogas nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus, regiões marcadas por intensas disputas territoriais entre facções rivais. Ele respondia a diversos mandados de prisão por homicídio qualificado, tráfico de drogas e associação criminosa, e era considerado um dos principais articuladores da expansão do Comando Vermelho na Zona Oeste.

De acordo com a Polícia Civil, a operação teve início após informações de inteligência indicarem que o criminoso estava escondido em uma região de mangue próxima à Vila do Pan, na Barra da Tijuca. Ferido, ele tentou se refugiar em meio ao brejo, mas acabou localizado por agentes da Core com apoio aéreo e tático. Ao reagir à abordagem, Matuê foi neutralizado. No local, foram apreendidas armas e munições, que passarão por perícia para determinar se foram usadas em confrontos anteriores.

A ficha criminal de Matuê é extensa. Além de comandar pontos de venda de drogas e ordenar ataques a comunidades vizinhas, ele era apontado como mandante do assassinato do policial civil José Antônio Lourenço, da Core, morto em maio deste ano durante uma operação na Cidade de Deus. O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, descreveu Matuê como “extremamente violento”, responsável por impor o terror nas áreas que controlava e planejar ataques a rivais e forças de segurança.

Matuê estava em liberdade desde julho de 2019, após indulto judicial, mas retomou a liderança do tráfico na Gardênia Azul e fortaleceu a presença do Comando Vermelho na região, contribuindo para a escalada de tiroteios e confrontos diários na Zona Oeste.

A operação faz parte da estratégia “Contenção”, lançada pela Polícia Civil para enfraquecer logística e finanças das facções, além de capturar lideranças envolvidas na disputa entre Gardênia Azul, Cidade de Deus, Muzema e Rio das Pedras, áreas que concentram os maiores índices de violência armada da capital.

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