O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (09) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o fim da sessão da Corte. A decisão já esperada, já mobilizava movimentações no Palácio do Planalto sobre os possíveis nomes para uma terceira indicação ao STF durante o governo atual.

Ministro do STF Luís Barroso Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
Ministro do STF Luís Barroso Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o fim da sessão da Corte. A decisão já era esperada e mobiliza movimentações no Palácio do Planalto sobre os possíveis nomes para uma terceira indicação ao STF durante o governo atual.

No anúncio, Barroso teve a voz embargada e apesar da emoção, havia se preparado para este momento.

“É hora de tomar novos rumos”, disse o ministro.

A aposentadoria de Barroso abre espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique seu sucessor, que precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aprovação no plenário do Senado. Nos bastidores, alguns nomes já despontam como favoritos para a vaga, incluindo:

  • Jorge Messias – Advogado-Geral da União, considerado de confiança de Lula, com perfil técnico e político alinhado ao governo. Com 45 anos, Messias poderia permanecer na Corte por até três décadas.

  • Rodrigo Pacheco (PSD-MG) – Senador e ex-presidente do Senado, aliado de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Sua indicação agradaria setores do Judiciário e Legislativo, mas sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026 pode adiar sua ida ao STF.

  • Bruno Dantas – Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), com bom trânsito político e próximo ao Palácio do Planalto, figura como alternativa sólida.

  • Vinícius Carvalho – Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), reconhecido por sua atuação em temas de integridade pública e governança.

Em eventos públicos, Barroso já vinha dando sinais de que poderia deixar a Corte antes do previsto.

“Estou há 12 anos e mais de três meses e posso ficar ainda mais oito anos. É muito difícil deixar o Supremo, que é um espaço relevante para quem gosta do Brasil. Mas há outros espaços importantes na vida brasileira, e estou considerando todas as possibilidades”, declarou recentemente.

A aposentadoria de Barroso e a escolha de seu sucessor prometem movimentar o cenário político e judicial, com atenção especial às articulações dentro do STF e do governo federal.

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