Familiares, amigos e vizinhos lotaram a rua onde Suênia cresceu. O silêncio só era interrompido por orações e lágrimas. O caixão foi recebido com flores e aplausos — um último gesto de carinho à mulher descrita pelos parentes como “trabalhadora, doce e apaixonada pela cozinha”.

“Ela era o orgulho da nossa família. Sempre falava com brilho nos olhos do trabalho e dos sonhos que tinha em São Paulo”, contou, emocionada, a irmã Luciana Bezerra, que viajou para a capital paulista assim que recebeu a notícia.

Funcionária morta em desabamento de restaurante do chef Fogaça será sepultada em sua cidade natal (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Funcionária morta em desabamento de restaurante do chef Fogaça será sepultada em sua cidade natal (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O corpo da paraibana Suênia Maria Tomé Bezerra, de 44 anos, chegou à cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, sob forte comoção nesta sexta-feira (10). A cozinheira morreu no desabamento do mezanino do restaurante Jamile, em São Paulo, na tarde da última quarta-feira (8).

Familiares, amigos e vizinhos lotaram a rua onde Suênia cresceu. O silêncio só era interrompido por orações e lágrimas. O caixão foi recebido com flores e aplausos — um último gesto de carinho à mulher descrita pelos parentes como “trabalhadora, doce e apaixonada pela cozinha”.

“Ela era o orgulho da nossa família. Sempre falava com brilho nos olhos do trabalho e dos sonhos que tinha em São Paulo”, contou, emocionada, a irmã Luciana Bezerra, que viajou para a capital paulista assim que recebeu a notícia.

Segundo os familiares, Suênia estava no restaurante no momento em que o mezanino desabou. Ela chegou a ser socorrida, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

O corpo foi velado na noite de quinta-feira (9) em João Pessoa e seguiu nesta manhã para Monteiro, onde será sepultado no Cemitério Municipal. Durante a cerimônia, o sentimento de revolta e saudade tomou conta dos presentes.

“Queremos justiça. Ela saiu da Paraíba cheia de esperança e voltou sem vida. Isso não pode ficar impune”, desabafou um dos sobrinhos.

Enquanto as investigações seguem em São Paulo, a família tenta lidar com a ausência repentina de uma mulher que, segundo todos:

“Iluminava a cozinha e a vida de quem a cercava”.

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