O velório de Letícia da Silva Costa, de 21 anos, ocorreu na manhã deste sábado (11), em Praia Grande, litoral de São Paulo, reunindo familiares e amigos em clima de forte comoção. A jovem, mãe de Bernardo, de 2 anos, foi morta pelo ex-companheiro Lucas Santos Oliveira, com 35 facadas, na última quarta-feira (8).
O velório de Letícia da Silva Costa, de 21 anos, ocorreu na manhã deste sábado (11), em Praia Grande, litoral de São Paulo, reunindo familiares e amigos em clima de forte comoção. A jovem, mãe de Bernardo, de 2 anos, foi morta pelo ex-companheiro Lucas Santos Oliveira, com 35 facadas, na última quarta-feira (8).
Segundo relato da mãe da vítima, Gilda Maria da Silva, o agressor teria marcado um encontro para conversar com a ex-companheira e no caminho enviou mensagens para a própria mãe confessando crime que estava prestes a cometer. Nas conversas, ele afirma estar “possuído pelo demônio”.
“É uma dor inexplicável, um tombo muito grande. Perdi minha filha para a vida toda”, desabafou Gilda ao portal BacciNotícias.
De acordo com a auxiliar de enfermagem, a filha mantinha contato com o ex-companheiro, apesar de já terem se separado duas vezes. Gilda descreve Lucas como “grosso, estúpido, psicopata, de duas caras”, que parecia uma ótima pessoa por fora. Segundo ela, o ciúme, possivelmente relacionado às redes sociais da filha, teria motivado o ataque.

Homem mata ex a facadas e diz que foi possuído pelo demônio (Foto: Reprodução)
Na noite do crime, Gilda ainda tentou falar com a filha por telefone às 20h46 para tratar dos preparativos do aniversário de Bernardo. “Depois disso, fui dormir cansada do plantão”, conta. Por volta das 23h, o marido de Gilda a acordou com a notícia da tragédia, repassada pela tia do agressor.
A mãe do agressor foi quem chamou a polícia. Ela relatou ter sido informada pelo filho, a caminho da casa de Letícia, que faria uma “besteira”. Apesar da tentativa de intervenção, Letícia já havia sido atacada. Bernardo foi levado para a casa de uma tia pela sogra do agressor.
Impacto e apelo por justiça
A família da vítima agora se preocupa com o bem-estar da criança de 2 anos. Gilda pretende obter a guarda definitiva do neto e transferi-lo de creche, já que a atual fica em frente ao local do crime.
“Espero que ele permaneça preso e que a justiça seja feita. O sistema muitas vezes falha e criminosos não cumprem a pena devida”, afirmou Gilda.
A mãe da vítima ainda destacou o impacto do crime: “Três famílias foram destruídas: a minha, a de Letícia e a do agressor. É uma tragédia que jamais vamos superar”.
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