Uma adolescente com autismo está há três meses no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, após abandono familiar. Inicialmente acolhida em um Caps, ela recebe tratamento psiquiátrico e atenção humanizada da equipe hospitalar. Secretaria de Saúde e Juizado da Infância acompanham o caso, enquanto a jovem permanece internada até ter condições de receber alta.

Adolescente com autismo vive há três meses em hospital após abandono familiar

Uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), está há três meses morando no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, após ter sido abandonada pela família. A jovem, que teve a avó como principal cuidadora, foi rejeitada pela mãe e inicialmente acolhida em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) antes de ser transferida para o hospital, onde permanece.

No hospital, os funcionários improvisaram um quarto para Isabela*, tornando a adolescente uma presença cativante nos corredores da unidade. Apesar das dificuldades de expressão, ela é descrita como simpática e interage com carinho com a equipe. Segundo servidores, gosta de mexer no celular, ouvir funk e pedir comida com frequência.

O diretor do hospital, Fernando Neves, afirmou que a adolescente apresenta quadro de esquizofrenia e está recebendo tratamento psiquiátrico adequado. Ela permanece internada porque ainda não possui condições de receber alta.

O caso está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia e pelo Juizado da Infância e da Juventude, que solicitou a elaboração de um relatório técnico detalhado sobre a evolução clínica da paciente.

A presença de Isabela* trouxe mudanças positivas à rotina do hospital, e os funcionários destacam o cuidado e atenção dispensados à adolescente em meio ao histórico de abandono familiar.

* Nome fictício para preservar a identidade da personagem, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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