Uma maquete de vulcão explodiu durante uma feira de ciências em uma escola de Pergamino, na província de Buenos Aires, na Argentina, deixando 17 pessoas feridas na última quinta-feira (9). Entre as vítimas está uma menina de 10 anos, que sofreu queimaduras graves no rosto, corre risco de perder a visão e permanece internada em estado crítico no Hospital Garrahan.
Imagens mostram que o experimento utilizava enxofre, carvão e um “sal especial”, mistura altamente inflamável e incomum em eventos escolares. O material teria reagido violentamente ao ser aceso, provocando a explosão.
Além da criança, uma professora segue hospitalizada, mas sem risco de morte. Os demais feridos já receberam alta. As autoridades argentinas abriram investigação para apurar se houve negligência na supervisão do projeto e na escolha dos materiais utilizados.
Uma explosão durante uma feira de ciências em uma escola da cidade de Pergamino, na província de Buenos Aires, na Argentina, deixou 17 pessoas feridas na noite de quinta-feira (9).
O acidente ocorreu após a erupção simulada de um vulcão feito por estudantes sair do controle.
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Entre os feridos está uma aluna de 10 anos, que sofreu queimaduras graves no rosto, corre risco de perder a visão de um olho e teve lesões cerebrais, segundo informações do jornal argentino La Nación.
A criança foi submetida a duas cirurgias e segue internada em estado crítico no Hospital Garrahan, em Buenos Aires.
De acordo com o hospital, “a paciente pediátrica permanece internada com politraumatismos causados pela explosão, mas apresenta sinais vitais estáveis”.
Além da menina, uma professora segue hospitalizada, porém sem risco de morte. Os demais feridos receberam atendimento e já tiveram alta após tratarem cortes, contusões e intoxicação respiratória.
Mistura perigosa causou a explosão
Vídeos feitos por alunos mostram o momento em que uma estudante explica que o experimento utilizava enxofre, carvão e “um sal especial”, combinação que funciona como uma forma de pólvora artesanal. Ao ser aceso, o material reagiu violentamente, provocando uma forte explosão.
Autoridades argentinas afirmaram que a mistura é altamente inflamável e inadequada para atividades escolares. O prefeito de Pergamino, Javier Martínez, destacou que o uso de substâncias desse tipo é incomum em feiras estudantis e pode ter sido determinante para a gravidade do acidente.
Normalmente, experimentos de “vulcões” em escolas são feitos com vinagre e bicarbonato de sódio, ou fermento e vinagre — substâncias seguras que apenas produzem espuma e gás. Elementos inflamáveis, como álcool, cloro, ácidos fortes ou soda cáustica, não devem ser usados, pois representam alto risco de explosão e queimaduras.
Investigação aberta
As autoridades locais abriram uma investigação para apurar se houve negligência ou imprudência por parte de professores e da direção do Instituto Comercial Rancagua, onde ocorreu o acidente. O colégio ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
