Então funcionária de Rodrigo Morgado, preso em operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), a jovem identificada como Larissa Amaral da Silva (25), perdeu o direito a um Jeep Compass que havia ganhado em um sorteio promovido pela empresa de Morgado, Quadri Contabilidade, em Santos (SP).
Então funcionária de Rodrigo Morgado, preso em operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14), a jovem identificada como Larissa Amaral da Silva, de 25 anos, perdeu o direito a um Jeep Compass que havia ganhado em um sorteio promovido pela empresa de Morgado, Quadri Contabilidade, em Santos (SP). O proprietário da empresa foi preso na mesma operação que o influenciador Buzeira, que investiga lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.
O episódio polêmico, registrado em vídeo durante a confraternização de fim de ano de 2024, viralizou nas redes sociais após a funcionária ser demitida, em abril deste ano, e ter o carro recolhido pela empresa. O caso gerou grande repercussão.
Sorteio e entrega do veículo
As imagens mostram o momento em que Larissa é anunciada como vencedora e recebe a chave do carro. O sorteio foi realizado durante um evento interno, em dezembro de 2024, e premiava um dos colaboradores da contabilidade. Na ocasião, a funcionária trabalhava como auxiliar contábil.
Segundo a jovem, o veículo apresentava problemas mecânicos, o que a levou a gastar cerca de R$ 10 mil com manutenção, licenciamento e documentação. Poucos meses depois, ela foi demitida por telefone e teve o automóvel retirado sem autorização, mesmo com o documento em processo de transferência para o seu nome.
Em nota, a Quadri Contabilidade afirmou, à época, que Larissa descumpriu regras do regulamento do sorteio, perdendo o direito ao prêmio. Entre as condições, estavam:
- Manter vínculo empregatício por 12 meses até a transferência oficial do veículo, prevista para dezembro de 2025;
- Cumprir metas trimestrais;
- Não ceder o carro a terceiros;
- Arcar com todas as despesas do veículo até a efetiva transferência.
A empresa alegou que descobriu que Larissa havia alugado o carro para terceiros, o que teria motivado sua desclassificação. Após isso, o desligamento foi formalizado, e as verbas rescisórias foram pagas.
Versões divergentes
Na época, a Quadri afirmou que buscou um acordo extrajudicial, propondo pagar o valor integral do veículo em troca de uma nota pública de esclarecimento nas redes sociais, mas Larissa teria recusado. A empresa encerrou o comunicado destacando que o automóvel “jamais pertenceu à ex-funcionária, sendo um bem da empresa sorteado sob condições específicas, as quais não foram cumpridas”.
No entanto, ainda em maio deste ano, segundo o portal g1, as partes chegaram a um acordo e o caso foi solucionado.
“No final, deu tudo certo. Fizemos o que era melhor para a Larissa, lembrando que o nosso intuito era por justiça e isso foi reconhecido pela outra parte”, afirmou Paulo Ferreira, advogado da ex-funcionária.
