Uma cooperativa médica foi condenada a indenizar uma mulher de Chapecó, Santa Catarina, após a paciente ser submetida a sessões de quimioterapia desnecessárias em 2022, devido a um diagnóstico incorreto de câncer de mama.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou que a mulher seja indenizada em R$ 75 mil por danos morais. Ela chegou a ser submetida a três sessões de quimioterapia para tratar o suposto câncer.

Mulher faz quimioterapia por 3 meses e tem descoberta chocante

Uma cooperativa médica foi condenada a indenizar uma mulher de Chapecó, Santa Catarina, após a paciente ser submetida a sessões de quimioterapia desnecessárias em 2022, devido a um diagnóstico incorreto de câncer de mama.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou que a mulher seja indenizada em R$ 75 mil por danos morais. Ela chegou a ser submetida a três sessões de quimioterapia para tratar o suposto câncer.

Além disso, a Justiça decidiu que a cooperativa também deverá indenizar o marido da vítima em R$ 20 mil. O entendimento do Tribunal foi que o homem foi afetado emocionalmente com o erro médico, devido à angústia e ao medo da possibilidade de morte da esposa.

O desembargador João Marcos Buch, relator do caso, destacou que o diagnóstico errado violou a dignidade da vítima. “Representa uma ruptura na vida da paciente, que passa a conviver com o medo da morte, a expectativa do sofrimento, a angústia da mutilação e a incerteza sobre o futuro“, discorreu o magistrado.

A cooperativa médica tentou reverter a necessidade de indenizar o marido da paciente, alegando que os efeitos da quimioterapia não poderiam afetá-lo. Contudo, a Justiça manteve a decisão. O desembargador João Marcos Buch entendeu que o sofrimento psíquico do marido “não exige demonstração de prejuízo material” e que o “sofrimento psíquico decorrente da experiência vivida ao lado da vítima direta“, justifica a indenização ao homem.

Erro Médico

A mulher foi diagnosticada com câncer em setembro de 2022. O erro ocorreu devido à troca de amostras durante a realização da biópsia.

Após o diagnóstico incorreto, a paciente deveria passar por dez sessões de quimioterapia. Ela chegou a realizar três procedimentos antes da descoberta do erro, em novembro daquele ano. Uma nova análise revelou que a mulher, na verdade, tinha um tumor phyllodes benigno. Devido às sessões de quimioterapia desnecessárias, ela sofreu efeitos colaterais, como queda de cabelo, vômitos e a implantação de um cateter, que deixou uma cicatriz em seu corpo.

O nome da cooperativa médica não foi divulgado. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.

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