O corpo de Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, foi encontrado no Rio Tibagi, no Paraná, seis dias após o desaparecimento. A criança estava presa em galhos, a 80 metros de onde sua mamadeira havia sido achada. As causas da morte ainda são investigadas pela Polícia Civil, que não descarta crime ou afogamento.
O corpo de Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, foi encontrado na terça-feira (14) às margens do Rio Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, encerrando seis dias de buscas. A criança estava desaparecida desde quinta-feira (9), quando sumiu de dentro de casa, em Tibagi. O corpo foi localizado a cerca de 80 metros de onde a mamadeira de Arthur havia sido encontrada cinco dias antes.
De acordo com o capitão Marcelo Ribeiro, do Corpo de Bombeiros, o corpo do menino estava preso em galhos caídos na margem do rio, o que pode ter dificultado sua localização pelo sonar utilizado nas buscas. O oficial explicou que, em função da decomposição, o corpo acabou boiando apenas nesta terça-feira.
“Possivelmente ele estava atrás ou embaixo desses galhos. Pela manhã, nossa equipe passou pelo local, mas ele ainda não tinha boiado. Um morador viu o corpo por volta do horário de almoço”, relatou.
Arthur desapareceu durante a manhã de quinta-feira, e a mamadeira dele foi achada na água, a cerca de 500 metros da casa da família. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Defesa Civil, Conselho Tutelar, Samu e voluntários participaram das buscas por terra e água.
O corpo foi encaminhado à unidade de execução técnico-científica da Polícia Científica de Ponta Grossa, onde passará por necropsia. Até o momento, não há confirmação se havia marcas de violência. Segundo a Polícia Militar, as condições do corpo não permitiam uma avaliação detalhada no local, e as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda não descartou nenhuma hipótese — incluindo a possibilidade de crime ou afogamento acidental.
Durante o período de buscas, foi acionado o sistema Amber Alert, ferramenta de alerta em redes sociais que auxilia na divulgação de informações sobre crianças desaparecidas. O sistema é resultado de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
