A influenciadora Iza Paiva, de Porto Velho, RO, foi presa sob suspeita de ordenar que o Comando Vermelho torturasse homens que furtaram sua casa. A jovem, que ostentava luxo nas redes, é investigada por “estreitos vínculos” com a facção. A Polícia Civil a acusa de agir por vingança, à margem da lei, na Operação “Arur Betach”.
Presa na manhã desta quarta-feira (15), em Porto Velho, Roraima, por suspeita de ter ordenado que integrantes do Comando Vermelho agredissem dois homens que teriam invadido e furtado sua residência, a influenciadora Iza Paiva exibia uma rotina de luxo em suas redes sociais.
Em vídeos e fotos postados em sua conta oficial no Instagram, Iza Paiva mostrava um dia a dia de luxo, ostentando dinheiro vivo, veículos caros e diversas viagens pelo mundo. As investigações apontam que ela mantinha “estreitos vínculos” com o grupo do Comando Vermelho.
“Mesmo ciente da gravidade dos fatos, a investigada optou por não acionar as autoridades competentes, agindo deliberadamente à margem da lei, motivada por vingança pessoal, em clara afronta ao ordenamento jurídico”, divulgou a Polícia Civil.

Entenda o caso
Segundo as investigações, Iza estava fora do estado quando o furto ocorreu. Ao ser informada sobre o crime, ela teria determinado que os suspeitos fossem localizados e punidos pelos integrantes da facção, além de exigir a devolução dos bens subtraídos de sua casa.
A prisão de Iza Paiva faz parte da operação “Arur Betach” (expressão em hebraico que significa “maldito o que confia”). Além dela, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora. A Polícia Civil continua investigando o envolvimento da jovem com a facção e o paradeiro das vítimas.
