A Polícia Civil concluiu sem indiciamentos o inquérito sobre a morte de Leticia Paul, de 22 anos, que sofreu um choque anafilático após um exame com contraste em Rio do Sul (SC), em agosto. Segundo o delegado responsável, não houve indícios de negligência, e os procedimentos adotados seguiram os protocolos médicos. A jovem, moradora de Lontras, morreu menos de 24 horas após o exame.

Polícia conclui inquérito sobre morte de jovem após exame
Polícia conclui inquérito sobre morte de jovem após exame

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Leticia Paul, de 22 anos, que sofreu uma reação alérgica grave a um contraste durante uma tomografia de rotina em Rio do Sul (SC), no mês de agosto. O caso foi encerrado sem indiciamentos, segundo informou o delegado Matheus Tietjen Slomsky nesta quarta-feira (15).

De acordo com a investigação, foram ouvidos familiares, amigos e funcionários do hospital, além da análise de imagens de câmeras de segurança, documentos sobre o medicamento e uma perícia indireta baseada no prontuário médico.

“Não foram encontradas evidências de negligência por parte da equipe médica. A medicação usada estava regular e os procedimentos adotados seguiram os protocolos da literatura médica”, afirmou o delegado.

Leticia teve um choque anafilático, uma reação alérgica grave, logo após o exame, e morreu menos de 24 horas depois. Ela era moradora de Lontras, cidade vizinha a Rio do Sul, e, segundo a família, era uma jovem alegre, apaixonada por beach tennis e fã da dupla Henrique e Juliano. O corpo foi cremado em Balneário Camboriú.

O que é choque anafilático

De acordo com a aerologista e imunologista Jane da Silva, o choque anafilático é uma reação alérgica grave e rara, que pode ocorrer de forma muito rápida.

“Ele acontece quando o corpo reage de maneira exagerada a uma substância estranha, como alimentos, picadas de insetos ou, em alguns casos, medicamentos e contrastes usados em exames”, explicou.

Os sintomas podem incluir coceiras, manchas na pele, falta de ar, queda de pressão e até parada cardiorrespiratória. Apesar disso, a especialista reforça que a maioria das pessoas faz exames com contraste sem qualquer problema.

Segundo ela, é importante que o paciente informe o histórico de alergias e outras condições antes do procedimento, para que a equipe médica possa adotar medidas preventivas ou até optar por outros tipos de exame, se necessário.

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