A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (16), oito pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que aplicava o “Golpe do Falso Pai de Santo”. O grupo prometia resultados espirituais em até oito horas e chegou a causar prejuízo superior a R$ 180 mil a uma única vítima.

Liderados por um homem que se identificava como “Pai Hugo de Oxalá”, os criminosos anunciavam rituais de amarração e destruição de rivais nas redes sociais. Com mais de 55 mil seguidores, o suposto pai de santo se apresentava como “Rei da Amarração” e cobrava altos valores por serviços falsos, chegando a pedir R$ 1,5 mil para comprar um bode usado em um dos rituais.

As investigações apontam que o grupo usava perfis falsos para atrair pessoas emocionalmente fragilizadas e, após conquistar a confiança das vítimas, passava a extorqui-las e ameaçá-las.

A operação, que contou com 120 policiais, cumpriu mandados em São Paulo, Itapevi, Cotia e Jacareí. Foram apreendidos celulares, um veículo e bloqueadas as contas bancárias dos suspeitos.

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Oito suspeitos foram presos nesta quinta-feira (16), durante uma operação policial contra um grupo que aplicava o chamado “Golpe do Falso Pai de Santo”. A quadrilha divulgava nas redes sociais um “menu de amarrações”, com rituais supostamente capazes de gerar resultados em apenas oito horas.

As investigações apontam que o grupo, liderado por um homem identificado como “Pai Hugo de Oxalá”, promovia práticas envolvendo sacrifício de animais e falsas cerimônias espirituais. Com mais de 55 mil seguidores, ele se apresentava como o “Rei da Amarração” e dizia ter mais de 20 anos de experiência no Brasil e no exterior.

Entre os “serviços” oferecidos, estavam a “amarração dominadora de pensamentos”, que prometia fazer a pessoa amada pensar no contratante por 24 horas, e a “destruição e afastamento de rival”.

Em um dos casos apurados, uma vítima chegou a pagar R$ 1,5 mil para a compra de um bode preto, supostamente necessário para um ritual.

Mais de R$ 180 mil em prejuízo

Só uma das pessoas enganadas teve prejuízo superior a R$ 180 mil. Após convencer as vítimas, o grupo passava a extorqui-las e ameaçá-las, exigindo novos pagamentos e até tentando expor informações pessoais.

De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, a quadrilha agia de forma organizada, usando perfis falsos para atrair pessoas em situação emocional vulnerável. O diretor da 2ª Delegacia Regional Metropolitana de Canoas (RS), Cristiano de Castro Reschke, destacou que golpes como esse têm se tornado mais sofisticados, explorando fragilidades emocionais e criando dependência psicológica nas vítimas.

A operação contou com 120 policiais civis, que cumpriram mandados de prisão e busca nas cidades de São Paulo, Itapevi (SP), Cotia (SP) e Jacareí (SP). Foram apreendidos celulares, um veículo, e as contas bancárias dos investigados foram bloqueadas.

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