Uma diarista de 55 anos, identificada como Dalcimar Rodrigues da Silva, morreu após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia realizada na clínica Cemed, credenciada ao SUS, em Aparecida de Goiânia (GO). O caso ocorreu em 6 de outubro e gerou forte comoção.
Segundo o marido, Edmar Moraes, o exame demorou mais que o previsto, e ele só foi informado do problema após encontrar a esposa desacordada. Dalcimar foi transferida para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), passou por cirurgia, mas morreu após duas paradas cardíacas e uma infecção generalizada.
A Cemed afirmou que o procedimento foi conduzido por um médico vinculado a um programa federal, que não integra o corpo clínico fixo da unidade, e que o profissional foi afastado preventivamente. A Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério da Saúde informaram que investigam o caso. Já a Polícia Civil de Goiás disse que ainda não abriu inquérito, pois a família não registrou boletim de ocorrência.
O que seria um exame de rotina terminou em tragédia para a diarista Dalcimar Rodrigues da Silva, de 55 anos. Ela morreu após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia realizada no último dia 6 de outubro, na clínica Cemed (Centro de Medicina Diagnóstica), em Aparecida de Goiânia (GO), unidade credenciada ao SUS.
O marido da vítima, o mestre de obras Edmar Moraes, relatou que o procedimento, inicialmente previsto para durar cerca de meia hora, se estendeu por horas. Ao procurar por informações, ele encontrou a esposa desacordada e foi informado de que ela havia sofrido uma perfuração intestinal.
Dalcimar chegou a ser transferida para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) e passou por cirurgia de emergência, mas morreu após sofrer duas paradas cardíacas e apresentar falência múltipla dos órgãos.

Vítima (reprodução redes sociais)
“O médico disse que foi um milagre ela resistir à cirurgia, mas depois os órgãos não reagiram. Eu perdi o amor da minha vida. Ela era guerreira, sorridente e dedicada”, desabafou o marido.
Segundo o relato, antes de ser levada para o hospital, a diarista ainda teria suplicado ao companheiro:
“Pelo amor de Deus, não me deixa morrer aqui. Eu estou sentindo muita dor. Me ajuda”.
Família pede justiça
A família afirma não ter recebido explicações detalhadas sobre o ocorrido e pretende acionar a Justiça.
“Disseram que afastaram o médico, mas, na verdade, afastaram minha mulher da nossa vida. A netinha dela pergunta todos os dias quando a avó vai voltar”, disse Edmar.
O que diz a clínica
Em nota, a Cemed informou que cumpre todas as exigências legais e sanitárias e que o caso está sendo apurado pelas autoridades competentes. A clínica alegou que o procedimento foi conduzido por um profissional designado pela Central de Regulação, vinculado a um programa do Ministério da Saúde, e não integrante do corpo clínico fixo da unidade. O médico foi afastado preventivamente.
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia confirmou o afastamento do médico e afirmou que o caso foi notificado ao Ministério da Saúde, que também acompanha a apuração.
O que diz a polícia
A Polícia Civil de Goiás, por sua vez, informou que ainda não há inquérito instaurado, pois a família não registrou boletim de ocorrência, mas que o caso poderá ser investigado de ofício caso surjam indícios de negligência médica.
