A Polícia Civil de São Paulo afirmou que Vanessa Maria da Silva, presa por comandar uma fábrica clandestina de bebidas adulteradas com metanol, não demonstrou arrependimento pelos crimes que resultaram em mortes e casos de intoxicação no estado. Segundo o delegado-geral Artur Dian, a mulher “é fria nas palavras e não mostra arrependimento”.
Vanessa foi presa em 10 de outubro, após a fábrica da família, localizada em São Bernardo do Campo, ser fechada. O local é apontado como origem das bebidas que causaram a morte de duas pessoas e deixaram um homem cego em São Paulo.
A polícia descobriu que a chamada “família do metanol” comprava etanol em postos de combustíveis para adulterar bebidas vendidas a bares. O marido e o pai de Vanessa têm antecedentes por falsificação, e um garrafeiro ajudava na produção ilegal.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, há 82 casos de intoxicação por metanol, com 38 confirmações e seis mortes registradas. As investigações seguem para determinar se a fábrica de Vanessa abastecia outros pontos que também venderam bebidas contaminadas.
A Polícia Civil de São Paulo afirmou que Vanessa Maria da Silva, presa por chefiar uma fábrica clandestina de bebidas adulteradas com metanol, não demonstrou arrependimento pelos crimes que resultaram em mortes e intoxicações na capital paulista. A declaração foi feita pelo delegado-geral Artur Dian durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (17).
“Vanessa é uma pessoa muito fria nas palavras e não mostra arrependimento”, disse o delegado, destacando que novas provas estão sendo anexadas ao inquérito.

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Vanessa foi presa em 10 de outubro, quando a polícia fechou a fábrica da família, localizada em São Bernardo do Campo (SP).
O local é apontado como origem das bebidas que causaram a morte de Ricardo Mira e Marcos Antônio Jorge Júnior, além de deixar um terceiro homem cego após o consumo de uma garrafa contaminada em bares da Mooca e do Planalto Paulista.
A “família do metanol”
As investigações indicam que Vanessa e familiares compravam etanol em postos de combustível para adulterar bebidas alcoólicas vendidas a bares e comércios. O marido e o pai da suspeita já possuem antecedentes por falsificação de bebidas. Até o momento, ela é a única presa na operação.

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Transferências bancárias obtidas pela polícia mostram que o grupo contava com um garrafeiro, responsável por adquirir o etanol usado na adulteração. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco endereços ligados aos envolvidos, onde foram apreendidos materiais e insumos utilizados na produção irregular.
Mortes e casos confirmados
De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo (SES-SP), foram registrados 82 casos de intoxicação por metanol, sendo 38 confirmados e 44 em investigação. Seis pessoas morreram, entre elas três homens da capital, uma mulher de São Bernardo do Campo, um jovem de Osasco e um homem de Jundiaí.
A principal linha de investigação aponta que a fábrica de Vanessa abastecia outros pontos comerciais que também vendiam bebidas contaminadas. A polícia ainda apura se há ligação com outros casos de envenenamento registrados no estado.
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