O empresário Gilmar Cremona, de 47 anos, foi morto a facadas em casa, em São José dos Pinhais (PR). O ex-funcionário Juliano Struz, de 34, confessou o crime e afirmou que agiu após uma discussão por salários atrasados. Câmeras flagraram o momento em que ele entrou e saiu da residência. O suspeito se apresentou à polícia e foi preso em flagrante por homicídio qualificado.
O ex-funcionário Juliano Falcão Struz, de 34 anos, confessou ter assassinado o empresário Gilmar Cremona, de 47, a facadas dentro da casa da vítima, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O crime, registrado por câmeras de segurança, ocorreu na noite de quarta-feira (16) e teria sido motivado por uma discussão sobre salários atrasados.
De acordo com as investigações, Juliano foi até a residência do ex-patrão após uma briga em um bar, onde cobrou valores que, segundo ele, não haviam sido pagos. O delegado Fábio Machado, responsável pelo caso, afirmou que os dois tinham uma relação próxima, com convivência em festas e encontros sociais.
As imagens mostram o suspeito chegando à casa de Gilmar às 22h55 e saindo cerca de 20 minutos depois. Dentro do imóvel, ele atacou o empresário com diversos golpes de faca enquanto a vítima estava deitada na cama, com uma garrafa de cerveja na mão.
Após o crime, Juliano voltou para casa, queimou a blusa usada na ação e jogou fora a faca. Ao saber que estava sendo procurado, decidiu se apresentar voluntariamente à polícia, onde confessou o assassinato. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
O corpo de Gilmar Cremona foi encontrado por familiares e reconhecido por testemunhas.
O advogado do suspeito, Vinicius Rodrigues, confirmou a confissão, mas afirmou que o caso deve ser analisado com cautela. “O Juliano se apresentou espontaneamente, totalmente arrependido. Ele tinha uma relação de trabalho com a vítima, que, segundo ele, nunca o pagou corretamente”, disse. O defensor ainda alegou que o empresário teria ameaçado o ex-funcionário por meio de um sobrinho com envolvimento com o tráfico de drogas.
O empresário foi sepultado em São José dos Pinhais na quinta-feira (16). O caso é investigado como homicídio qualificado, e o suspeito permanece preso à disposição da Justiça. A defesa informou que pretende recorrer para que Juliano responda ao processo em liberdade.
