O ultramaratonista neozelandês Billy Halloran sofreu um ataque brutal de urso enquanto treinava em Myoko, no Japão. O atleta ficou com o antebraço pendurado e a perna gravemente ferida. Após correr em busca de ajuda, foi levado ao hospital e passou por três cirurgias para salvar a vida. 

‘Achei que ia morrer’: ultramaratonista sobrevive após ser atacado por urso e quase perder braço

O ultramaratonista Billy Halloran, de 32 anos, viveu momentos de terror no inicio do mês ao ser atacado por um urso-negro durante um treino em uma trilha nas montanhas de Myoko, no Japão. O neozelandês ficou com o antebraço direito praticamente arrancado, preso apenas pela capa do casaco, e sofreu graves ferimentos na perna.

De acordo com o tabloide britânico The Sun, o atleta estava na metade de um percurso de 8 km quando avistou dois ursos à frente na trilha. Ele tentou se afastar acelerando o passo, mas um dos animais avançou e o atacou violentamente.

“Quando percebi que o urso ia me pegar, usei meu braço direito para proteger o rosto”, contou. O animal cravou as mandíbulas no braço do atleta, dilacerando o tecido até o osso. Em seguida, o urso ainda o atacou na panturrilha direita, deixando cortes profundos e perfurações.

“É difícil lembrar daquele momento”, relatou o atleta. “Achei que não fosse sobreviver.”

O braço de Billy Halloran após o ataque - Reprodução

O braço de Billy Halloran após o ataque – Reprodução

 

A panturrilha de Billy Haloran após o ataque - Reprodução

A panturrilha de Billy Haloran após o ataque – Reprodução

Após o ataque, o urso recuou inesperadamente. Sangrando e em choque, Billy correu em busca de ajuda enquanto tentava manter o braço preso ao corpo. Ele conseguiu telefonar para a esposa, Chisato Hayashi, que o encontrou e o levou ao hospital da cidade de Joetsu, a cerca de 40 minutos de distância.

Durante a viagem, a adrenalina começou a baixar e a dor se tornou insuportável. Ele foi submetido a três cirurgias de emergência, uma delas com quatro horas de duração, para conter o sangramento e tentar reconstruir o membro destruído.

Os médicos confirmaram que o braço estava quebrado em três pontos, com parte do osso arrancada, e precisou ser reforçado com duas placas de metal. “Eles me disseram que o foco inicial foi salvar minha vida, antes de pensar em reconstruir o braço”, contou o ultramaratonista, que segue em recuperação.

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