O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) foi confirmado como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo. A escolha tem como objetivo reforçar o diálogo do governo Lula com movimentos sociais e com a juventude, áreas consideradas enfraquecidas.

Com status de ministério, a Secretaria-Geral é responsável por articular políticas de participação social, coordenar ações voltadas à juventude e promover a interlocução entre o governo e a sociedade civil.

A nomeação de Boulos é vista como uma tentativa de aproximar novamente o Planalto de suas bases históricas e renovar o vínculo do governo com os setores populares e jovens.

Saiba quais serão as funções de Boulos como ministro e porque ele foi escolhido

O deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) foi confirmado, nesta segunda-feira (20), como novo titular da Secretaria-Geral da Presidência da República. A nomeação tem como objetivo fortalecer o diálogo do governo Lula (PT) com movimentos sociais e setores da juventude. Ele substitui Márcio Macêdo, que deixa o cargo após críticas à condução das relações com esses grupos.

Boulos assume o posto com duas principais missões: reaproximar o governo de movimentos sociais de alcance nacional — cuja relação se enfraqueceu nos últimos anos — e ampliar o contato com entidades e coletivos jovens. A avaliação dentro do Planalto é de que o governo precisa se reconectar com a base social e política que historicamente sustentou o PT.

Funções da Secretaria-Geral

Com status de ministério, a Secretaria-Geral é responsável por articular a participação social nas decisões de governo e promover políticas voltadas à juventude. Entre suas atribuições estão a coordenação do Sistema Nacional de Participação Social, o incentivo à educação popular e o estímulo ao diálogo entre o governo e a sociedade civil.

Contexto político da nomeação

A escolha de Boulos é vista como uma tentativa de revitalizar a interlocução com os movimentos populares, especialmente os ligados à moradia e aos direitos sociais, áreas em que o deputado tem forte atuação. Integrante do PSol e aliado de Lula desde a campanha de 2022, Boulos deve imprimir um perfil mais ativo à secretaria.

A substituição de Márcio Macêdo era cogitada desde o fim do ano passado. Apesar de ser próximo de Lula e contar com a confiança do PT, o ex-ministro enfrentava críticas por não conseguir mobilizar de forma eficiente os movimentos sociais. Em declarações recentes, Macêdo negou que sua saída tivesse sido tratada previamente com o presidente.

Com a mudança, o governo aposta em Boulos como ponte entre o Planalto e as novas gerações, buscando renovar a narrativa e o diálogo com os setores sociais que impulsionaram as vitórias petistas no passado.

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