Segundo investigações, Bira foi abordada por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que ordenaram que ela envenenasse a comida dos policiais. Ela recusou a proposta, afirmando que não envenenaria a comida dos policiais, mas a dos próprios faccionados. Como resultado, passou a ser ameaçada e foi considerada “amiga da Polícia”, o que motivou sua execução.
“Minha sobrinha significava exemplo de filha e mãe. Por termos idades muito próximas, andávamos sempre juntas. Uma pessoa de bem com a vida, não tinha tempo ruim pra ela, gostava muito de trabalhar, e o mais importante, amava ajudar quem precisava. Minha sobrinha morreu para proteger o próximo”
O portal Bacci Notícias falou com exclusividade, nesta quarta-feira (22), com uma tia de dona Bira, assassinada a tiros e facadas em sua residência em Saboeiro, interior do Ceará, na madrugada de sexta-feira (18). Para preservar a identidade da fonte, vamos manter o anonimato.
Antônia Ione Rodrigues da Silva, de 45 anos, ou Bira, trabalhava como cozinheira no destacamento da Polícia Militar de Saboeiro até dezembro do ano anterior. Segundo as investigações, ela foi abordada por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que ordenaram que ela envenenasse a comida dos policiais.
Ela recusou a proposta, afirmando que não envenenaria a comida dos policiais, mas a dos próprios faccionados. Como resultado, passou a ser ameaçada e foi considerada “amiga da Polícia”, o que motivou sua execução.
“Minha sobrinha significava exemplo de filha e mãe. Por termos idades muito próximas, andávamos sempre juntas. Uma pessoa de bem com a vida, não tinha tempo ruim pra ela. Gostava muito de trabalhar, e o mais importante, amava ajudar quem precisava. Minha sobrinha morreu para proteger o próximo”, relatou a tia de Bira.
Dois suspeitos, João Paulo Benício de Freitas, de 21 anos, e Salomão de Freitas Coelho, de 20 anos, foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada. Um adolescente também foi ouvido pela polícia, mas negou participação direta no crime. Outras fontes ouvidas pela reportagem disseram que dona Bira já havia recebido ameaças, por ter dito que era muito próxima dos policiais.
“Ela deixa o legado de heroína.”
A Prefeitura de Saboeiro emitiu uma nota de pesar, lamentando profundamente a morte de Bira e se solidarizando com seus familiares e amigos. A cozinheira deixa 2 filhos: uma adolescente de 12 anose um de 18.
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