A Justiça tornou público, nesta segunda-feira (20), o vídeo da audiência de custódia do influenciador e empresário Buzeira, de 28 anos, detido na última terça-feira (14) em Igaratá (SP).

Conhecido por ostentar, o Influenciador Buzeira foi preso na terça-feira (14) - Reprodução/ Redes sociais
Conhecido por ostentar, o Influenciador Buzeira foi preso na terça-feira (14) - Reprodução/ Redes sociais

A Justiça divulgou, nesta segunda-feira (20), o vídeo da audiência de custódia do influenciador e empresário Buzeira, de 28 anos, detido na última terça-feira (14) em Igaratá (SP). A prisão foi efetuada durante a “Operação Narco Bet”, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A gravação, com pouco mais de sete minutos de duração, mostra o influenciador descrevendo à juíza Ana Luisa Borges Carneiro os detalhes da abordagem policial e confirmando informações pessoais sobre sua vida, como dependentes, endereço, renda e grau de instrução.

Detalhes da abordagem policial

Durante a audiência, Buzeira foi questionado sobre o tratamento recebido pelas autoridades e a maneira como o mandado de prisão foi cumprido. O empresário forneceu um relato da abordagem em sua residência.

“Eles chegaram lá em casa, eu estava dormindo, e só ouvi o barulho da porta batendo, a porta é blindada. Eles pediram pra abrir a porta, eu saí na varanda e os policiais me renderam na varanda, falaram pra eu ficar parado, e pediram pra minha cunhada abrir a porta”, descreveu Buzeira. Ao ser perguntado pela juíza se tinha algo a relatar sobre a atitude dos policiais, ele foi breve: “tudo bem”, respondeu.

Operação Narco Bet e o esquema de lavagem

A prisão de Buzeira faz parte da Operação Narco Bet, realizada em colaboração com a Polícia Criminal Federal da Alemanha. O foco da ação é desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e ao crescente setor de apostas eletrônicas.

A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. A Polícia Federal aponta que o grupo criminoso utilizava empresas do mercado de apostas on-line (conhecidas como bets) para dissimular parte do lucro obtido com o tráfico de drogas. As investigações indicam que a quadrilha movimentou mais de R$ 630 milhões por meio de criptomoedas, transferências internacionais e negócios de fachada.

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