Em 2025, a região metropolitana do Rio de Janeiro registra uma média de 6,6 tiroteios por dia, segundo o Instituto Fogo Cruzado. O aumento de 5,4% nos casos de pessoas baleadas pressiona hospitais públicos, como o Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, que recebe quase 39 vítimas por mês, exigindo equipes especializadas 24 horas para atendimento de urgência.
A violência armada na região metropolitana do Rio de Janeiro tem apresentado índices alarmantes em 2025. De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, a média diária de tiroteios chega a 6,6 ocorrências, e os casos de pessoas baleadas cresceram 5,4% em relação ao ano anterior. O aumento impacta diretamente o sistema de saúde, que enfrenta o desafio de salvar vidas em meio à escalada da violência.
O Hospital Adão Pereira Nunes, referência em trauma na Baixada Fluminense, recebe cerca de 38,9 vítimas de perfuração por arma de fogo (PAF) por mês, o equivalente a 10% de todos os atendimentos da unidade. Cada caso exige a atuação de uma equipe especializada de aproximadamente 12 profissionais, incluindo cirurgiões, ortopedistas e neurocirurgiões disponíveis 24 horas.
“A agilidade no atendimento é primordial para garantir o melhor resultado no tratamento desse paciente”, explica Pedro Velloso, coordenador do setor de trauma. Pacientes frequentemente chegam com ferimentos graves, como tiros na cabeça ou transfixantes em membros, o que exige estabilização imediata dos sinais vitais antes de exames complementares ou cirurgia.
O diretor do hospital, Thiago Resende, detalha que, dependendo do tipo de ferimento, a equipe encaminha o paciente diretamente ao centro cirúrgico ou, se houver condições, realiza exames de imagem como raio-x ou tomografia emergencial. Esses exames são fundamentais para definir o planejamento cirúrgico. O radiologista Bruno Scoralick acrescenta que a avaliação clínica e anatômica do trauma permite um preparo mais seguro e preciso das equipes médicas.
