Alexandre de Moraes autorizou quatro visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana, incluindo o bispo Robson Rodovalho e o senador Rogério Marinho. O deputado Alfredo Gaspar, relator da CPI do INSS, declinou do encontro para evitar questionamentos.

Ministro Alexandre de Moraes permite quatro visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana (Foto: Reprodução / Rede Sociais)
Ministro Alexandre de Moraes permite quatro visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana (Foto: Reprodução / Rede Sociais)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba em sua residência, em Brasília, o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra. O encontro será na quinta-feira (30). Haverá, ainda, outras três visitas, todas na próxima semana.

Conforme solicitado, foram liberados ainda o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, na terça-feira (28), o líder da oposição no Senado Rogério Marinho (PL-RN), na sexta-feira (31), e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS.

Gaspar descartou autorização para visita

Gaspar afirmou que fez a solicitação antes de assumir a relatoria da CPI, e por isso optou por descartar sua autorização para visitar Bolsonaro. Segundo ele, a medida tem por objetivo preservar a isenção durante a investigação.

“Recebi autorização do ministro Alexandre de Moraes para visitar o ex-presidente Bolsonaro, a quem tem minha solidariedade, respeito e consideração. Decidi declinar, em respeito à função que exerço como relator da CPMI do INSS, e para evitar qualquer questionamento sobre minha atuação”, divulgou o deputado por meio de suas redes sociais.

Visitas negadas

Rodovalho foi deputado federal pelo Distrito Federal entre 2006 e 2010, até ser cassado pelo Tribunal Superior Federal (TSE) por infidelidade, depois de trocar o partido Democratas pelo PP.

Em setembro, ele havia sido barrado pelo ministro Alexandre de Moraes, junto com o ‘Grupo de Orações’ que a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tentou levar à residência do ex-presidente.

Nesta quarta-feira (22), foi a vez do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ter pedido de visita negado, pela proibição de que Bolsonaro não pode ter contato com réus e investigados pela trama golpista. Costa Neto ainda é investigado pela Primeira Turma do STF.

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