Um vídeo que circula nas redes sociais mostra internos da penitenciária Santiago 1, no Chile, gritando ameaças de morte contra os dois presos acusados de matar o garoto Esteban Hermosilla, de 10 anos.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra internos da penitenciária Santiago 1, no Chile, gritando ameaças de morte contra os dois presos acusados de matar o garoto Esteban Hermosilla, de 10 anos. Nas imagens, é possível ouvir os detentos ordenando que os suspeitos sejam queimados vivos dentro da própria cela. O caso ocorreu mesmo em um presídio considerado de alta segurança.
Cinco internos estão sendo investigados por participação no ataque, que incluiu o uso de colchonetes incendiadas e isqueiros para iniciar o fogo. As ameaças aconteceram durante o momento em que a Gendarmería realizava o procedimento de contagem dos presos, o que acendeu o alerta para possíveis falhas nos protocolos de vigilância.
Celulares em poder dos presos
A gravação também expõe outro ponto crítico: o uso de celulares pelos internos para registrar e divulgar o conteúdo nas redes sociais. A Gendarmería tomou conhecimento do vídeo justamente após o compartilhamento público e iniciou um processo para identificar os responsáveis. Um sumário foi aberto para apurar responsabilidades internas.
Transferência dos acusados está em avaliação
Diante do episódio, as autoridades analisam a transferência dos dois suspeitos para outro estabelecimento prisional, em razão do alto risco à integridade física deles. O objetivo é evitar situações de “justiça carcerária”, especialmente devido à grande repercussão do assassinato do menino, atacado enquanto estava em um transporte escolar.
O governo chileno afirmou que os protocolos estão sendo revisados e reforçados para impedir novas brechas de segurança. O caso segue em investigação e novas medidas podem ser anunciadas nas próximas horas.
