Os EUA avaliam novos nomes de autoridades brasileiras para revogar vistos de entrada no país. Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram consultados pelo Departamento de Estado. A decisão final caberá a Donald Trump, que se reunirá com Lula neste domingo (26), na Malásia.
O governo dos Estados Unidos analisará outros nomes de autoridades brasileiras para revogar vistos que permitem a entrada nos EUA. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo foram consultados pelo Departamento de Estado americano nesta semana, para receberem indicações.
Apesar dos apontamentos da dupla brasileiras, todos os casos serão analisados individualmente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que tomará a decisão final.
Novas revogações de vistos
A possível nova onda de revogações acontece mediante um cenário de melhora de relações entre os países. Nesta sexta-feira (24), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou um encontro com o republicano no domingo (26), em Kuala Lumpur, Malásia.
Enquanto isso, os EUA divulgaram nota oficial reafirmando as acusações de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes seja um “violador de direitos humanos”, principalmente pela rivalidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionado à trama golpista do 8 de janeiro.
Segundo informado na coluna do Paulo Cappelli, a diplomacia brasileira no Itamaraty afiram que Lula não tentará “comprar briga” com Trump, em meio à tentativas de reconciliação.
Conflitos dos EUA na América do Sul
Simultaneamente, as tropas americanas seguem avançando pelo Oceano Pacífico, e aproximando conflitos com países sul-americanos. Desde setembro, nove ataques foram realizados contra embarcações narcoterroristas de origem venezuelana, totalizando 37 mortos.
Nesta sexta-feira (24), Donald Trump anunciou sanções contra o chefe do Executivo colombiano, Gustavo Petro, por um suposto envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
Vistos revogados
O governo dos EUA já revogaram vistos de diversas autoridades brasileiras neste ano. Entre eles, oito ministros do STF (entre eles, o ministro Luís Roberto Barroso, que já deixou a Corte), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.
Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes ainda foram sancionados pela Lei Magnitsky, que prevê uma série de outras sanções.
Leia mais:

