Durante sessão na Câmara de Araranguá (SC), o vereador Jorge Ghiraldo (Republicanos) criticou o grande número de homenagens realizadas, classificando as cerimônias como “show de horrores”. Ele sugeriu limitar a uma homenagem por mês para cada parlamentar. O presidente da Casa, Paulinho Souza (MDB), reagiu e chamou o discurso de “demagogo”, chegando a sugerir que Ghiraldo renunciasse ao cargo.
O vereador Jorge Ghiraldo (Republicanos) gerou polêmica durante sessão na Câmara de Araranguá (SC) ao criticar o grande número de homenagens realizadas na Casa. Em discurso inflamado na tribuna, o parlamentar classificou as sessões como um “show de horrores” e disse ser cobrado pela população por conta da frequência das cerimônias.
“Nós temos que parar com isso. É homenagem pra cá, homenagem pra lá. A população não quer saber disso, quer que lutemos pelo município. É um show de horrores. Eu fico de saco cheio, desculpa a palavra”, desabafou Ghiraldo, que também é delegado da Polícia Civil.
O vereador propôs uma mudança no regimento interno para limitar o número de homenagens, segundo ele, cada parlamentar deveria poder fazer apenas uma por mês. Apesar da crítica, Ghiraldo concedeu apenas uma homenagem ao longo do mandato, entregue à professora Maria Terezinha Cardoso de Oliveira, de 75 anos.
A fala do vereador provocou reação imediata do presidente da Câmara, Paulinho Souza (MDB), que classificou o discurso como “demagogo” e rebateu de forma dura:
“Quem comanda essa Casa é o regimento. Tudo foi feito conforme as regras. Se o senhor está desconfortável, faça um requerimento e renuncie ao seu mandato.”
O embate entre os parlamentares repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões entre os moradores da cidade, que também se manifestaram sobre o papel das homenagens no Legislativo.
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