O bebê José Pedro, nascido prematuro com cerca de 23 semanas de gestação, foi erroneamente declarado morto pela Maternidade Bárbara Heliodora e passou mais de 12 horas em um saco plástico antes da família perceber que ele estava chorando dentro do caixão durante o velório. O caso ocorreu em Rio Branco (AC), e o bebê, que pesa 520 gramas, está entubado e recebendo suporte intensivo. A Secretaria de Saúde do Acre e o Ministério Público iniciaram investigações sobre o episódio, enquanto a família do recém-nascido enfrenta a repercussão do caso.

Médica fala sobre caso de bebê que seria enterrado vivo; veja vídeo
Médica fala sobre caso de bebê que seria enterrado vivo; veja vídeo

A médica neonatologista Mariana Colloodetti, do Hospital da Criança em Rio Branco (AC), esclareceu neste sábado (25) o estado de saúde do recém-nascido José Pedro, o bebê que foi dado como morto pela Maternidade Bárbara Heliodora e encontrado vivo durante o próprio velório.

 

Em coletiva de imprensa, Colloodetti informou que o quadro do bebê é grave, porém estável. A criança está entubada e respirando com ajuda de aparelhos, recebendo cuidados intensivos da equipe médica. Segundo a profissional, todas as medidas administrativas e técnicas estão sendo adotadas pela direção do hospital.

O caso chocou o Acre neste fim de semana. Um vídeo gravado por familiares mostra o momento em que o bebê, declarado morto na noite de sexta-feira (24), chora dentro do caixão durante a cerimônia de velório, na manhã de sábado (25), em Rio Branco. A criança, com cerca de 23 semanas e cinco dias de gestação e 520 gramas, havia passado mais de 12 horas dentro de um saco plástico após ser considerada natimorta.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou o episódio e afirmou que todos os protocolos de reanimação foram seguidos pela equipe da maternidade. A pasta determinou a abertura de uma investigação interna, e o Ministério Público do Acre (MP-AC) também instaurou um procedimento para apurar o caso.

A família do bebê, que é do município de Pauini (AM), viajou cerca de 260 quilômetros até Rio Branco para o parto, já que a cidade natal não tem estrutura hospitalar adequada para casos de alta complexidade.

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