O casal encontrado morto e enterrado em um mangue de Joinvilli, foi executado por uma facção criminosa, confirmou a Polícia Civil. A motivação seria a mentira da dupla sobre a origem do carro do motorista de aplicativo Edson Nazário, que havia sido vítima de latrocínio. A execução ocorreu após a facção descobrir que o veículo era fruto de um crime que atrairia a atenção das autoridades.
A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou na tarde da última segunda-feira(27), que o casal encontrado morto e enterrado em uma área de mangue de Joinville foi assassinado por um grupo ligado a uma facção. A motivação do duplo homicídio está diretamente ligada ao latrocínio do motorista de aplicativo Edson Nazário, de 56 anos, ocorrido na mesma cidade.
O homem, de 28 anos, e a mulher, de 23 anos, eram investigados pelo roubo seguido de morte de Nazário e, segundo a Polícia, teriam sido mortos pela facção após tentarem enganar os criminosos.

Casal foi encontrado em região de mangue em SC || Reprodução: Google Maps
Caso Edson Nazário
O motorista de aplicativo Edson Nazário foi visto pela última vez no dia 15 de outubro. Na ocasião, o seu corpo foi localizado cinco dias depois do desaparecimento, por um grupo religioso que fazia buscas na região de mata do Bairro Aventureiro. Ele foi encontrado com pés e mãos amarrados.
De acordo com o delegado Murillo Batalha, o motorista foi assassinado em 17 de outubro. A investigação aponta que o casal foi responsável por roubar o carro do motorista, e, posteriormente, teriam tentado vender o veículo para traficantes da facção, mas mentiram sobre a origem do automóvel.

Edson Nazario || Foto: Reprodução/Redes sociais
Execução da dupla
O delegado Murillo Batalha explicou o que levou à morte do casal:
“Eles informam aos traficantes que esse automóvel seria fruto de um crime de estelionato e que seria de um golpe de seguradora. Alguns traficantes conseguem pegar esse veículo e depois descobrem que, na verdade, era fruto de um latrocínio e isso causa um reboliço na facção criminosa e essa foi a causa da morte do casal”.
Os lideres da facção criminosa, ao descobrir que o veículo era produto de um latrocínio (um crime que geralmente atrai grande atenção policial), teria torturado e executado o casal como punição pela mentira e pelo risco que a transação representava ao grupo.
Investigação
O delegado regional de Joinville, Rafaello Ross, confirmou que o inquérito sobre o duplo homicídio será conduzido pela Delegacia de Homicídios. O objetivo da investigação é identificar e responsabilizar não apenas os executores do casal, mas também os possíveis mandantes do crime dentro da estrutura da facção.
Paralelamente, a Polícia Civil segue apurando o latrocínio do motorista Edson Nazário, cujo corpo foi encontrado graças à ação de um grupo religioso que organizou buscas voluntárias pela vítima.
