Uma intensa bola de fogo foi vista cruzando o céu na noite da última segunda-feira (27) e chamou atenção de moradores em diversos estados brasileiros. O fenômeno pôde ser observado a olho nu em regiões do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, incluindo Bahia, Sergipe, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

Bola de fogo cruza o céu do país e intriga moradores de diversas regiões; veja vídeo

Uma intensa bola de fogo foi vista cruzando o céu na noite da última segunda-feira (27) e chamou atenção de moradores em diversos estados brasileiros. O fenômeno pôde ser observado a olho nu em regiões do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, incluindo Bahia, Sergipe, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o objeto iluminado cortando o céu por alguns segundos, por volta das 21h50 (horário de Brasília). A cena despertou curiosidade e, em alguns casos, medo, já que a luminosidade intensa se assemelhava à de um meteoro.

Segundo a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), o objeto não era um meteoro, mas sim lixo espacial. A principal suspeita é de que se tratava de um fragmento do segundo estágio do foguete chinês Long March 7, lançado em junho do ano passado para colocar um satélite em órbita.

Especialistas explicam que, ao entrar na atmosfera terrestre, os fragmentos espaciais atingem velocidades superiores a 20 mil km/h, pegam fogo devido ao atrito com o ar e se desintegram quase completamente antes de atingir o solo.

Em nota, a Bramon destacou que esse tipo de evento é relativamente comum e não oferece risco direto à população, já que raramente partes do material resistem à queima e chegam intactas ao chão.

Casos semelhantes

Em 2022, um pedaço de lixo espacial de 600 quilos foi encontrado no Paraná. Tratava-se de uma peça de um foguete da SpaceX. Apesar de impressionar quem testemunha o fenômeno, ele faz parte do crescente volume de detritos orbitais que circulam em torno da Terra, resultado de lançamentos espaciais realizados por diferentes países.

O fenômeno desta segunda-feira reacendeu o debate sobre a necessidade de monitoramento global do lixo espacial, que hoje já soma milhares de toneladas em órbita e pode representar riscos futuros para satélites e estações espaciais.

Vídeos curtos

Mais lidas