A Polícia Civil do Pará investiga novos desdobramentos do caso que chocou o estado na última segunda-feira (27), após a morte do menino Paulo Guilherme da Silva Guerra, de seis anos. O principal suspeito do crime, George Hamilton dos Santos Gonçalves, foi encontrado morto horas depois de ter o nome apontado nas investigações.

Caso chocou o país e gerou revolta na população paraense
Caso chocou o país e gerou revolta na população paraense

A Polícia Civil do Pará investiga novos desdobramentos do caso que chocou o estado na última segunda-feira (27), após a morte do menino Paulo Guilherme da Silva Guerra, de seis anos. O principal suspeito do crime foi encontrado morto horas depois de ter o nome apontado nas investigações.

Segundo fontes ligadas à investigação, o celular dele continha fotos perturbadoras da mala usada no crime e da própria criança, o que levantou forte suspeita de envolvimento direto na morte do menino. As imagens foram encontradas durante a perícia realizada pelos agentes da Polícia Científica do Pará (PCEPA), que também identificaram o histórico criminal do suspeito. Ele tinha duas passagens por estupro, registradas em 2004 e 2016.

De acordo com informações preliminares, o homem era catador de recicláveis e foi visto por moradores empurrando um carrinho de mão com a mala durante a madrugada de segunda-feira, nas proximidades do Cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém. O corpo da vítima foi deixado no local por volta das 5h da manhã e encontrado às 16h30 por um morador que abriu a mala.

Ainda na noite de segunda-feira (27), o suspeito foi linchado por populares após a descoberta das imagens em seu celular. A Polícia Civil, a Polícia Militar e equipes da Polícia Científica foram acionadas para isolar e periciar o beco que dá acesso à residência do suspeito.

As circunstâncias exatas da morte ainda estão sendo apuradas, mas as autoridades confirmaram que o homem foi espancado até a morte antes da chegada da polícia.

O crime

O corpo do menino Paulo Guilherme foi encontrado com as mãos amarradas e uma luva de boxe dentro da mala. Ele havia desaparecido na noite de domingo (26), nas proximidades da Passagem Curuzú com o canal da Água Cristal, na capital paraense. O desaparecimento mobilizou familiares, vizinhos e redes sociais, que compartilharam fotos e pedidos de ajuda até a trágica descoberta.

A Polícia Civil do Pará segue com as investigações para determinar se o crime teve motivação sexual e se houve a participação de outras pessoas. O caso, marcado por brutalidade e revolta popular, segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades.

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