O ex-jogador Robinho e o empresário Thiago Brennand, presos na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, negaram ter privilégios e criticaram as informações publicadas no livro “Tremembé, o presídio dos famosos”, do jornalista Ulisses Campbell. As declarações foram feitas em um vídeo divulgado nesta terça-feira (28) pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, entidade ligada ao Poder Judiciário.
No vídeo, Robinho afirma que não ocupa posição de liderança e que todos os presos são tratados da mesma forma.
“Aqui o objetivo é reeducar e ressocializar. Nunca tive nenhum tipo de liderança aqui. Quem manda são os guardas, e nós, reeducandos, apenas obedecemos. Todos são tratados igualmente”, disse o ex-jogador.
Brennand, por sua vez, classificou o livro como um “desserviço”:
“O autor pinta uma imagem de um lugar macabro, que não tem nada a ver com a realidade. É um desserviço, que não faz bem a ninguém.”
As falas foram acompanhadas pela juíza Sueli Zeraik, corregedora da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, que também aparece no vídeo. Ela rebate as informações do livro e afirma que o jornalista “não chegou sequer a ingressar nas unidades prisionais” citadas.
“Os fatos retratados não correspondem à verdade. O autor não entrevistou nenhum dos presos mencionados e não teve autorização judicial para entrar nas unidades. Portanto, o que ele escreveu é uma obra de ficção”, declarou.
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O que diz o autor
O jornalista Ulisses Campbell defendeu o conteúdo do livro e afirmou ao g1 que esteve três vezes nos presídios de Tremembé, uma delas em 2025, com autorização da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Ele também manteve as informações sobre supostos privilégios de Robinho e Brennand e relatou uma rivalidade entre os dois dentro da prisão.
“Talvez eles desconheçam o significado da palavra privilégio”, ironizou Campbell, ao citar visitas de um pastor a Robinho e encontros íntimos concedidos a Brennand.
Já o advogado Roberto Podval, que representa Brennand, afirmou que o livro é “pura ficção” e que o jornalista poderá responder judicialmente pelas informações publicadas.
A SAP e a defesa de Robinho foram procuradas, mas não se manifestaram até a publicação da reportagem.
