A tia de um dos jovens mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nesta quarta-feira (29) nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, afirmou que o sobrinho, de 22 ano, foi executado enquanto tentava se entregar. De acordo com o relato da familiar ao programa Alô Você, o rapaz estava escondido na mata e, ao pedir socorro, acabou morto por agentes envolvidos na ação.
A tia de um dos jovens mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), realizada nesta quarta-feira (29) nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, afirmou que o sobrinho, de 22 ano, foi executado enquanto tentava se entregar. De acordo com o relato da familiar ao programa Alô Você, o rapaz estava escondido na mata e, ao pedir socorro, acabou morto por agentes envolvidos na ação.
Segundo a tia, o jovem estava envolvido com o tráfico de drogas, mas vinha recebendo constantes conselhos para abandonar a criminalidade. Ela conta que o criou desde bebê e que ele a chamava de mãe.
“Eu sempre dava conselho pra ele: sai dessa vida, isso aí é pra matar ou morrer. Eu não criei ele pra virar bandido”, declarou emocionada.
Filha foi presa e sobrinha grávida teria sido agredida
Durante a entrevista, a mulher também denunciou que familiares foram agredidos por policiais durante as buscas nas comunidades. Ela afirma que a filha foi presa após tentar filmar a abordagem em sua casa.
“Quebraram o portão, entraram, bateram nela, puxaram o cabelo. Queriam bater na minha sobrinha que está grávida, queriam dar chute na barriga dela”, relatou.
A entrevistada ainda contou que uma criança de dois anos, que estava no colo da mãe no momento da entrada dos agentes, foi jogada ao chão e atingida por spray de pimenta, passando mal em seguida.
A tia nega qualquer envolvimento da filha com o tráfico:
“Estão acusando minha filha de tráfico, mas ela não tem nada a ver com isso. Levaram ela algemada.”
A mulher afirma morar há mais de 60 anos na região e compara a operação com grandes confrontos armados já registrados no Rio:
“Foi pior do que 2010. Eles estão matando até inocente.”
Número de mortos crescem
Mais de 60 corpos foram levados para a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, um dia após a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Número de vítimas pode passar de 132. O sobrinho da idosa foi um dos corpos encontrados na região.
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