A megaoperação realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, ganhou um capítulo ainda mais chocante nesta quarta-feira, quando moradores localizaram mais de 60 corpos em uma área de mata próxima aos complexos. O achado, que não constava no balanço oficial da polícia, sugere que o número de mortos pode ultrapassar 120 pessoas, tornando esta ação policial a mais letal da história do estado.

A operação, deflagrada pelo governo estadual, mobilizou cerca de 2.500 agentes para cumprir mandados de prisão contra lideranças e integrantes da facção Comando Vermelho, atuante em várias favelas da zona norte. Durante o confronto, moradores relataram intenso tiroteio, ruas bloqueadas, ônibus incendiados e até o uso de drones pelos criminosos. Segundo o relatório inicial, foram contabilizados 64 mortos — incluindo quatro policiais — e 81 detidos.

Vaza vídeo do momento em que populares encontram os corpos na mata

A megaoperação realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, ganhou um capítulo ainda mais chocante nesta quarta-feira, quando moradores localizaram mais de 60 corpos em uma área de mata próxima aos complexos. O achado, que não constava no balanço oficial da polícia, sugere que o número de mortos pode ultrapassar 120 pessoas, tornando esta ação policial a mais letal da história do estado.

A operação, deflagrada pelo governo estadual, mobilizou cerca de 2.500 agentes para cumprir mandados de prisão contra lideranças e integrantes da facção Comando Vermelho, atuante em várias favelas da zona norte. Durante o confronto, moradores relataram intenso tiroteio, ruas bloqueadas, ônibus incendiados e até o uso de drones pelos criminosos. Segundo o relatório inicial, foram contabilizados 64 mortos — incluindo quatro policiais — e 81 detidos.

No entanto, a descoberta dos corpos em uma área de mata, feita pelos próprios moradores, coloca em evidência uma diferença significativa entre o número oficial de vítimas e o impacto real da operação. Moradores da região afirmam que muitas vítimas foram retiradas de locais de difícil acesso, o que dificulta a contagem precisa e aumenta o clima de tensão nas comunidades.

O governador do Estado, Cláudio Castro, afirmou que a operação é parte de uma “guerra” contra o crime organizado e solicitou reforço das Forças Armadas para dar continuidade às ações. Entretanto, organizações de direitos humanos e entidades comunitárias criticam a ação. A Human Rights Watch classificou os acontecimentos como uma “tragédia” e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou estar “profundamente alarmado” com o número de mortos, pedindo investigações imediatas e transparentes.

O impacto da operação sobre a vida cotidiana também é significativo. Moradores relatam pânico generalizado, suspensão de serviços públicos, escolas fechadas e bloqueios em vias principais da zona norte. O clima de insegurança tem gerado críticas sobre a estratégia adotada, com especialistas apontando que ações de grande letalidade podem agravar ainda mais a sensação de vulnerabilidade nas favelas e dificultar a reconstrução da confiança entre população e autoridades.

Enquanto a polícia mantém o foco na desarticulação de redes criminosas, a comunidade exige respostas sobre os corpos encontrados e pressiona por investigações sobre eventuais abusos e execuções extrajudiciais. Analistas afirmam que o episódio evidencia a urgência de políticas públicas que combinem combate ao crime com proteção aos direitos humanos, evitando que operações futuras resultem em tragédias ainda maiores.

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