Câmeras corporais registraram o momento em que um policial militar foi socorrido após ser baleado durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, que mobilizou 2.500 agentes, é a mais letal da história do estado, com 121 mortos, entre eles, quatro policiais. O vídeo mostra o resgate de um dos PMs que não resistiu aos ferimentos. A operação resultou em 113 prisões e na apreensão de 93 fuzis. O governo do RJ afirma que a ação foi planejada com base em inteligência, enquanto o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse não ter recebido pedido de apoio federal.

Câmera grava momento em que PM ferido é socorrido; veja vídeo
Câmera grava momento em que PM ferido é socorrido; veja vídeo

Câmeras corporais registraram o momento em que um policial militar foi socorrido após ser baleado durante a megaoperação realizada nas comunidades do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, que aconteceu entre terça (28) e quarta-feira (29), é considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos confirmados pelo governo fluminense.

De acordo com a Secretaria da Polícia Civil, quatro policiais, dois militares e dois civis, estão entre as vítimas. O vídeo mostra o desespero dos agentes durante o resgate de um dos PMs atingidos. Ele foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

Entre os mortos estão os sargentos Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39, ambos do Bope. Também morreram os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, e Rodrigo Velloso Cabral, de 34.

A operação, que mobilizou 2.500 agentes, tinha como objetivo cumprir 100 mandados de prisão contra líderes do Comando Vermelho. Durante os confrontos, criminosos lançaram bombas com drones, incendiaram barricadas e bloquearam vias importantes da cidade, como a Linha Amarela e a Rua Dias da Cruz, no Méier.

Segundo o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, 63 corpos foram encontrados em uma área de mata no Complexo da Penha. Moradores, porém, relatam ter localizado pelo menos 74. O governo confirmou ainda que 113 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos, além de pistolas, drogas e motocicletas.

Entre os feridos está o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Bernardo Leal, que foi baleado e passou por cirurgia. Seu estado de saúde é considerado grave.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que a ação foi planejada “com base em inteligência” e não contou com apoio federal. “Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária e que vai continuar”, declarou.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que o governo federal não foi comunicado sobre a operação. “Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, nem ontem, nem hoje, absolutamente nada”, disse.

A operação paralisou escolas e postos de saúde na região. Ao todo, 43 unidades escolares e 5 clínicas suspenderam as atividades durante os confrontos.

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