Familiares e colegas se despediram dos policiais civis Marcus Vinícius Cardoso e Rodrigo Cabral, mortos durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. Marcus foi enterrado na Ilha do Governador, e Rodrigo, velado em Cordovil. A ação, que deixou 121 mortos, também vitimou dois sargentos do Bope. Autoridades prestaram homenagens e destacaram a coragem dos agentes.
Os corpos dos policiais civis Marcus Vinícius Cardoso e Rodrigo Cabral, mortos durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, foram velados nesta quarta-feira (29) no Rio de Janeiro. A ação foi a mais letal da história do estado, com 121 mortos, entre eles quatro agentes de segurança. Os números são do governo estadual.
Marcus, conhecido como Máskara, tinha 51 anos e havia sido promovido ao cargo de comissário da 53ª DP (Mesquita) dois dias antes da operação. Ele foi enterrado no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador. Amigos e colegas lembraram sua dedicação e lamentaram a perda. “Somos policiais, temos que cumprir nossa missão. Até quando, a gente não sabe”, disse um dos companheiros de corporação.
O corpo de Rodrigo Cabral, de 34 anos, foi velado no Memorial do Rio, em Cordovil. Ele estava na polícia havia menos de dois meses e era lotado na 39ª DP (Pavuna). Deixa uma filha de 10 anos. O velório reuniu familiares, policiais civis, militares e rodoviários federais, além do secretário de Polícia Militar, Rodrigo de Menezes, que classificou o agente como “um verdadeiro herói”.
Além dos dois policiais civis, também morreram os sargentos do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, que serão sepultados nesta quinta-feira (30).
Segundo a Polícia Civil, Marcus e Rodrigo foram atingidos durante a chegada das equipes ao Complexo do Alemão.
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