A candidata Laura Gallego Solís, Miss Antioquia, deixou o Miss Colômbia 2025 após repercussão de uma postagem em que perguntou nas redes sociais “em qual político atirariam”, citando o presidente Gustavo Petro. O comentário provocou reações imediatas, e Petro a chamou de “mulher violenta com cultura fascista”.
A modelo e advogada Laura Gallego Solís, representante de Antioquia no Miss Colômbia 2025, anunciou, na terça-feira (28), sua saída do concurso após gerar forte repercussão por uma publicação polêmica nas redes sociais. Em tom provocativo, ela perguntou a seus seguidores “em qual político atirariam”, citando o presidente colombiano Gustavo Petro e o ex-prefeito de Medellín Daniel Quintero.
“No deserto, você tem uma arma com uma bala, e deixam Petro e Daniel Quintero correrem. Quem fica com a bala?”, escreveu, em tom de ironia.
A declaração causou indignação em todo o país. O próprio presidente Gustavo Petro respondeu, classificando a candidata como uma “mulher violenta com uma cultura fascista”. Após a repercussão, Laura, que era uma das favoritas ao título, decidiu abandonar a competição.
Em comunicado, a agora ex-candidata afirmou que não se arrepende de ser “uma mulher com voz política” e que o episódio demonstra o preconceito com mulheres que se posicionam publicamente.
“Sou uma mulher com um histórico de ativismo cívico e com uma voz política que nunca escondi e jamais esconderei. Sempre acreditei que as mulheres são muito mais do que um rosto bonito ou um vestido elegante”
Modelo continuou rebatendo as críticas
“Minhas opiniões políticas foram criticadas como se pensar, expressar opiniões e defender princípios fossem incompatíveis com ser uma rainha da beleza. Houve até ataques públicos por parte de figuras como Daniel Quintero e Gustavo Petro, a quem questionei abertamente como cidadão pelas suas ações e discursos, que considero prejudiciais à Colômbia.”
Laura já havia feito críticas frequentes a Petro nas redes sociais e mostrado apoio a políticos de direita, como o ex-presidente Álvaro Uribe. Segundo ela, o episódio reflete um ambiente político polarizado, onde “opiniões diferentes são tratadas como ameaças”.
A organização do Miss Colômbia não comentou oficialmente o caso, mas veículos locais apontam que a saída foi vista como inevitável, diante da repercussão negativa e da pressão pública.
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