O Comando Vermelho (CV) é uma das maiores e mais antigas facções criminosas do Brasil, criada em 1979 no presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, Rio de Janeiro. Sua origem remonta à convivência dentro dos presídios entre presos comuns, principalmente assaltantes de bancos, e presos políticos, estes últimos detidos pela Lei de Segurança Nacional durante a ditadura militar. Inicialmente, o grupo fundou-se sob os nomes Falange da Segurança Nacional e Falange Vermelha, antes de ser batizado pela mídia como Comando Vermelho. A aliança entre esses grupos resultou numa organização focada inicialmente na resistência dentro do sistema penal, com um lema que defendia “Paz, Justiça e Liberdade”.
O Comando Vermelho (CV) é hoje uma das maiores e mais antigas facções criminosas do Brasil. Fundado em 1979, no presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ), o grupo nasceu da convivência entre presos comuns, em sua maioria assaltantes de bancos, e presos políticos detidos pela Lei de Segurança Nacional durante a ditadura militar.
Inicialmente conhecido como Falange da Segurança Nacional e, depois, Falange Vermelha, o grupo recebeu o nome Comando Vermelho após ganhar destaque na imprensa. No início, o movimento tinha um caráter de resistência dentro das prisões, defendendo o lema “Paz, Justiça e Liberdade” e organizando a vida carcerária com regras internas e um fundo coletivo financiado por contribuições dos membros em liberdade.
Com a promulgação da Lei da Anistia de 1979, os presos políticos foram libertados, e o CV passou a se voltar para o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas, transformando-se em uma rede criminosa altamente lucrativa. Nos anos 1980, a facção consolidou-se em diversas comunidades do Rio de Janeiro, como o Complexo do Alemão e a Rocinha, estabelecendo o controle territorial e impondo uma espécie de poder paralelo, com forte influência social e militar.
Um dos líderes fundadores mais conhecidos foi William da Silva Lima, o “Professor”, que ajudou a formar as regras internas do grupo, a criando a base ideológica e operacional da facção.
Diferente de outras organizações criminosas, o CV se estruturou de forma descentralizada, com diversos “donos do morro” comandando territórios específicos, o que dificultou o enfraquecimento total do grupo, mesmo diante de prisões e mortes de líderes.
Nas décadas seguintes, o Comando Vermelho expandiu sua atuação para além do Rio de Janeiro, alcançando ao menos 25 estados brasileiros, incluindo regiões da Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além do Distrito Federal. Essa expansão foi impulsionada pela transferência de líderes para presídios em outros estados, o que ajudou a disseminar a ideologia e os contatos da facção.
Além do tráfico de drogas, o Comando Vermelho atua em outras atividades como o tráfico de armas, extorsões, roubos e sequestros, mantendo uma rede complexa de negócios ilegais que movimenta bilhões de reais. A facção também é conhecida pelo elevado grau de violência empregado em guerras territoriais contra facções rivais, principalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), e confrontos constantes com as forças de segurança pública. Esses conflitos têm causado muitas mortes, afetando não só os envolvidos, mas também populações civis.
O poder do Comando Vermelho, entretanto, enfrenta desafios internos e externos. Internamente, disputas por poder, como lideranças e a descentralização do poder. Externamente, a presença de outras facções como o PCC, o Terceiro Comando e Amigos dos Amigos (ADA), sustenta uma guerra permanente pelo controle dos territórios e do tráfico. Mesmo sem ostentar mais o monopólio do crime no Rio, o CV permanece uma potência criminal influente e estratégica no cenário brasileiro.
O Comando Vermelho iniciou-se como um movimento de resistência dentro dos presídios durante a ditadura militar, evoluiu para uma estrutura criminal focada no tráfico de drogas e, ao longo das décadas, expandiu seu domínio territorial e influência para diversas regiões do Brasil, constituindo-se hoje em um dos maiores e mais perigosos grupos de crime organizado no país.
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