Na tarde desta quarta-feira, (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Boulos assume o lugar de Márcio Macêdo, que esteve à frente da pasta desde o início do atual governo, em janeiro de 2023.
Na tarde desta quarta-feira, (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Boulos assume o lugar de Márcio Macêdo, que esteve à frente da pasta desde o início do atual governo, em janeiro de 2023.
Durante o discurso, Boulos afirmou que sua principal missão será “colocar o governo na rua, rodar todos os cantos desse país, ouvir as pessoas e conversar olho no olho”. Segundo ele, o diálogo deve ir além da base de apoio do governo, buscando aproximação com todos os setores da sociedade.
O novo ministro também destacou que pretende fortalecer a interlocução com pequenos empreendedores, trabalhadores de aplicativos, população em situação de rua e moradores das periferias, além de manter o diálogo aberto com diferentes grupos religiosos, como católicos e evangélicos.
A cerimônia foi marcada por um momento de silêncio em homenagem às vítimas da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, nos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de cem mortos. Boulos mencionou a tragédia e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado precisa ir além das favelas, afirmando que “a cabeça do crime organizado desse país não está no barraco de uma favela; muitas vezes está na lavagem de dinheiro lá na Faria Lima”.
A nomeação de Guilherme Boulos, deputado federal por São Paulo e um dos principais líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), é vista como um reforço da ligação do governo com os movimentos sociais e da estratégia de mobilização das bases populares em um contexto político que já começa a apontar para as eleições de 2026.
