O influenciador Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, foi preso em operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A ação, chamada Off White, cumpriu mandados em cidades do interior paulista e identificou uma rede de empresários, agiotas e influenciadores que usavam transações imobiliárias para ocultar o dinheiro do tráfico.
O influenciador Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, foi preso na manhã desta quinta-feira (30) durante a Operação Off White, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dele, outras três pessoas foram presas.
Nas redes sociais, Magrini se apresentava como produtor rural e influenciador digital, exibindo carros de luxo, viagens internacionais e amizades com celebridades. Apesar da imagem de sucesso, ele já tinha passagens pela polícia por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documentos falsos.
A operação cumpre nove mandados de prisão preventiva e onze de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Artur Nogueira e Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Off White é um desdobramento da operação que, em agosto, prendeu dois empresários suspeitos de planejar o assassinato do promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas.

Alguns dos mandados foram cumpridos em condomínios de alto padrão em Campinas, onde os agentes localizaram documentos e equipamentos eletrônicos que podem comprovar a movimentação ilegal de dinheiro. A partir das apreensões, os promotores identificaram uma rede de empresários, agiotas, traficantes e influenciadores responsáveis por movimentar grandes valores em transações financeiras e imobiliárias para ocultar a origem criminosa dos recursos.
De acordo com a promotoria, o grupo utilizava empresas de fachada e operações imobiliárias superfaturadas para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. O esquema também contava com a participação de pessoas públicas, como influenciadores, que ajudavam a legitimar o estilo de vida luxuoso financiado pelo crime organizado.

As investigações apontam que, em determinado momento, o grupo passou por desavenças internas ligadas à divisão de lucros e à posse de bens adquiridos ilegalmente. Foi nesse contexto que os suspeitos teriam realizado diversas transações imobiliárias e financeiras para dissipar o patrimônio e dificultar o rastreamento dos verdadeiros beneficiários.
O influenciador Diabo Loiro e os demais presos foram levados para o Gaeco de Campinas, onde permanecem à disposição da Justiça. A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos.
Veja:
Leia mais:
