Luan Carlos Marcolino de Alcântara, conhecido como “Tubarão”, líder do Comando Vermelho no Ceará, foi morto durante a megaoperação policial que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio. Apontado como responsável pela morte de um policial militar em Fortaleza e envolvido com o tráfico de drogas, Tubarão era subordinado a “Skidum”, um dos criminosos mais procurados do Ceará. Outros três cearenses ligados à facção também foram mortos na ação.
Luan Carlos Marcolino de Alcântara, conhecido como “Tubarão”, está entre os mortos da megaoperação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. O criminoso, natural do Ceará, era apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) no estado e atuava no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza.
De acordo com o Ministério Público do Ceará (MPCE), Tubarão era um dos responsáveis pela morte do policial militar Bruno Lopes Marques, assassinado em fevereiro deste ano, enquanto estava de folga em um bar no bairro Pirambu. Ele era subordinado a Carlos Mateus da Silva Alencar, o “Skidum”, considerado o número 1 do CV no Pirambu e um dos foragidos mais procurados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
O corpo de Tubarão foi encontrado durante a operação, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das forças de segurança e resultou em mais de 120 mortes — entre elas, quatro policiais civis. A ação teve como foco integrantes do Comando Vermelho vindos de outros estados que estavam abrigados nas comunidades da Zona Norte carioca.
Além de homicídio, Tubarão também respondia por tráfico de drogas. Em 2021, ele havia sido autuado por envolvimento com o crime organizado na mesma região em que o PM Bruno foi morto.
Segundo a SSPDS, pelo menos quatro cearenses ligados ao CV foram mortos na operação:
Leilson Sousa da Silva, o “Lelê”;
Francisco Teixeira Parente, o “Mongol”;
Luan Carlos Marcolino de Alcântara, o “Tubarão”;
Josigledson de Freitas Silva, o “Gleissim” ou “Traquino”.

Foto: ‘Skidum’, ‘Lelê’ e ‘Tubarão’ da esqueda para a direita
Familiares das vítimas viajaram ao Rio de Janeiro para reconhecer os corpos. Outros cearenses ligados à facção também estariam nos complexos do Alemão e da Penha, mas ainda não há informações se foram presos, mortos ou conseguiram fugir.
As autoridades investigam se “Skidum”, apontado como chefe do CV no Pirambu e foragido do Ceará, também estava entre os criminosos mortos. Ele teria fugido para o Rio em busca de proteção de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, um dos principais líderes da facção e alvo central da megaoperação.
