Uma mulher de 37 anos foi presa em Alagoas, suspeita de abusar sexualmente da filha, juntamente com seu companheiro, após a menina fazer uma pergunta inocente sobre gestação em 2022. A vítima, coagida pela mãe a manter o silêncio por anos, só conseguiu denunciar os crimes em 2025. O mandado de prisão preventiva contra a genitora foi cumprido pela Polícia Civil no município de Pilar.
Uma mulher de 37 anos foi presa na última quinta-feira(30), no município de Pilar, interior de Alagoas, sob suspeita de ter abusado sexualmente da própria filha.
A prisão preventiva foi efetuada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Alagoas, após a vítima, que tinha dez anos na época dos fatos (em 2022), denunciar os crimes praticados também pelo companheiro da suspeita.
Quando o crime teria se iniciado, a criança, então com dez anos de idade, fez uma pergunta à mãe sobre o processo de gestação. A inocente indagação: “como se faz um bebê” teria sido o estopim para a série de abusos. Em resposta, a suspeita teria ordenado que a menina tirasse a roupa e se deitasse na cama. Segundo o relato da vítima, a mãe e o companheiro iniciaram os abusos e mantiveram relações sexuais na frente da criança naquele momento.
O depoimento da vítima aponta ainda para a participação direta do companheiro da mãe. A criança relatou que o padrasto teria cometido conjunção carnal contra ela naquele mesmo dia e, novamente, na manhã seguinte, pouco antes de ela se dirigir à escola.
A revelação dos abusos só ocorreu em 2025, pois desde o primeiro ato cometido contra ela, a menina permaneceu em silêncio por profundo medo, conforme seu depoimento. A mãe constantemente a ameaçava, dizendo que, caso contasse a alguém, o casal seria preso, intimidando-a a manter a omissão.
Diante da corajosa denúncia feita pela vítima, a delegada Angelita Lucena prontamente representou pelo pedido de prisão preventiva da mãe e do padrasto. Os mandados foram deferidos pela Justiça e cumpridos no município do Pilar, garantindo que os suspeitos fossem retirados do convívio social da menina.
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