Com 32 anos, Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, conhecido no mundo do crime como “BMW”, ganhou destaque nas investigações da operação policial que resultou em 121 mortos no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Com 32 anos, Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, conhecido no mundo do crime como “BMW”, ganhou destaque nas investigações da operação policial que resultou em 121 mortos no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, ele não é apenas operador de tráfico, mas foi identificado como instrutor de atiradores da facção.
A função que lhe confere poder
Investigações internas revelam que BMW coordena um programa de treinamento armado para o CV, com instruções de uso de fuzis, táticas de ataque e fuga em matas e pedreiras do Complexo da Penha. Ele é apontado como comandante do chamado “Grupo Sombra”, célula responsável por homicídios, execuções de rivais e tortura como instrumento de controle interno.
Crimes e alvos prioritários
Entre os fatos que envolvem BMW está uma denúncia por assassinato de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca em outubro de 2023, ocorrido por engano durante ação de traficantes do CV. Seu nome figura entre os principais alvos da megaoperação. Até o momento desta publicação, não há confirmação de sua prisão ou óbito.
Contexto territorial
BMW atuava no Complexo da Penha, eixo central da operação que visava desarticular a cúpula do Comando Vermelho. Ele também se vinculava a criminosos de outros estados que chegavam à comunidade para treinamento ou participação armada.
Importância no esquema criminoso
Sua função de formar “soldados” armados tornou o seu papel estratégico para a facção: enquanto alguns chefes cuidam do tráfico e negócios, BMW alimenta a parte militarizada do crime organizado – o que o torna “multiplicador” de violência. Sua atuação reforça a hierarquia e permite que o grupo mantenha controle interno rígido.
