Na última quinta-feira (30), um casal foi preso em São Paulo acusado de aplicar um esquema que simulava recrutamento para agências de modelos com o objetivo de abusar e extorquir vítimas, entre elas menores de idade. Segundo as investigações, os suspeitos abordavam pessoas por meio de redes sociais e convites aparentemente profissionais, oferecendo testes fotográficos e oportunidades de trabalho no mercado da moda.

Foto: Reprodução
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Um casal foi preso em São Paulo, na quinta-feira (30), acusado de aplicar um esquema que simulava recrutamento para agências de modelos com o objetivo de abusar e extorquir vítimas, entre elas menores de idade. Segundo as investigações, os suspeitos abordavam pessoas por meio de redes sociais e convites aparentemente profissionais, oferecendo testes fotográficos e oportunidades de trabalho no mercado da moda.

Após atrair as vítimas para locais combinados, os investigados promoviam situações de abuso — inclusive filmando ou fotografando — e, em seguida, exigiam dinheiro para não divulgar o material. Em alguns casos, a prática incluía ameaça direta de exposição nas redes e chantagem, deixando as vítimas em situação de vulnerabilidade e medo. Até o momento das prisões, foram identificadas diversas vítimas, incluindo adolescentes, e as autoridades trabalham para identificar possíveis outros alvos do grupo.

A ação policial foi coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em conjunto com outras unidades da Polícia Civil. As apurações apontaram um padrão de atuação: perfis falsos ou perfis que aparentavam ser de agências, mensagens persuasivas, marcação de encontros em locais fechados e, posteriormente, a imposição de pagamento para evitar a divulgação do material comprometedor. Investigadores também verificam se houve participação de terceiros que auxiliavam na logística dos encontros ou na distribuição das imagens.

Os presos foram conduzidos à delegacia, onde prestaram depoimento, e estão à disposição da Justiça. As delegacias responsáveis seguem colhendo depoimentos das vítimas, requisitando perícias e reunindo provas digitais — como mensagens, áudios, fotos e vídeos — para fortalecer o inquérito.

Polícia faz alerta

A polícia alerta para os cuidados ao aceitar convites de trabalho pela internet, recomendando verificação prévia de agências, checagem de referências e evitar deslocamentos sozinhos para locais desconhecidos sem acompanhamento ou confirmação formal.

Especialistas ouvidos pela investigação ressaltam que quadrilhas desse tipo exploram a confiança e o desejo de oportunidades profissionais para coagir e lucrar com a exposição das vítimas. A recomendação é que pessoas que desconfiem de propostas irregulares registrem prints das conversas, não aceitem encontros sem garantias e procurem imediatamente a polícia ao se sentirem ameaçadas.

O caso segue em investigação para apurar totalmente a extensão das condutas, identificar todos os envolvidos e responsabilizar criminalmente os responsáveis por abuso, extorsão, aliciamento de menores e outros crimes eventualmente constatados no decorrer das diligências.

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