Antes de morrer durante a grande operação realizada nesta semana no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, a traficante conhecida como Japinha do CV, também chamada de Penópoles, já havia sobrevivido a outras incursões policiais.
Antes de morrer durante a grande operação realizada nesta semana no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, a traficante conhecida como Japinha do CV, também chamada de Penópoles, já havia sobrevivido a outras incursões policiais.
Um áudio antigo mostra Japinha conversando com um amigo, dizendo que estava viva e cobrando uma dívida de R$ 2 mil. No diálogo, o homem comenta que acreditava que ela tinha morrido, pois circulavam mensagens em grupos de redes sociais afirmando sua morte. Ela, por sua vez, pede que o amigo guarde segredo para que os outros continuem acreditando que ela estava morta.
Na operação mais recente, o corpo de Japinha foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, após horas de intenso tiroteio. Ela vestia roupa camuflada e colete tático com compartimentos para carregadores de fuzil — o que confirma sua atuação na linha de frente da facção Comando Vermelho (CV).
De acordo com informações obtidas pela polícia, a morte de Penópoles ocorreu porque ela resistiu à abordagem e abriu fogo contra os agentes. Ela teria sido atingida por um disparo de fuzil que causou um ferimento grave na cabeça.
Ainda segundo o levantamento, a ação policial foi uma das maiores e mais letais da história recente do estado. A operação mobilizou cerca de 2.500 agentes de diferentes corporações, além de helicópteros e blindados, e incluiu buscas por túneis e rotas de fuga entre casas e muros da região.
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