Em meio à megaoperação realizada pela Polícia do Rio de Janeiro, o Bacci Notícias conversou com uma figura que chamou atenção entre as forças de segurança: a policial Munique Busson, que atua há 10 anos em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e participou diretamente da ação.

Foto: Reprodução
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Em meio à megaoperação realizada pela Polícia do Rio de Janeiro, o Bacci Notícias conversou com uma figura que chamou atenção entre as forças de segurança: a policial Munique Busson, que atua há 10 anos em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e participou diretamente da ação.

Munique ficou responsável por uma das funções mais estratégicas da operação: realizar o cerco para impedir a fuga de traficantes pelas ruas da comunidade. Segundo ela, cada policial envolvido na ação cumpre um papel específico, seguindo um planejamento rigoroso para garantir o êxito da missão.

“Dentro da operação, cada um tem sua devida função. Tudo é extremamente planejado”, afirmou.

Horas antes do início da ação, Munique recebeu a confirmação de que participaria. Ao ver o contingente de blindados e policiais mobilizados, não escondeu o impacto — e a adrenalina. “Soube pouco antes, e quando vi o tamanho da operação, a adrenalina subiu”, relatou.

A policial, que é mãe de duas meninas, já passou por situações de extremo risco. Em uma ocorrência anterior, chegou a ser atingida por um disparo no colete, na altura do peito — um episódio que reforça o nível de perigo enfrentado diariamente por agentes de segurança.

Apesar da coragem e da postura firme em confronto com o crime organizado, Munique afirma não gostar do apelido dado por criminosos do Jacarezinho: “Diaba Loira”. Para ela, o rótulo não reflete sua identidade nem seu trabalho. “Não gosto desse apelido”, disse, categórica.

Munique também rebateu críticas feitas por pessoas que comentam operações policiais nas redes sociais sem conhecer a realidade da corporação: “Estar na operação é fácil, difícil é ouvir essas abobrinhas de ‘especialistas’ de segurança pública.”

Mega Operação Contenção

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Além de sua atuação na Megaoperação que resultou em centenas de criminosos presos e mortos, Munique também atuou em um dos episódios mais delicados da Mega Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão na última terça-feira (28).

Tenente Kelly Patricio (Foto: Reprodução)

Durante patrulhamento próximo ao Campo da Vacaria, na Vila Cruzeiro, a equipe da tenente Kelly Patrício, do Batalhão de Polícia de Choque da PM, foi atacada por disparos. Após se abrigarem, os policiais visualizaram um grupo de criminosos armados, que novamente atiraram ao perceber a presença da equipe.

Com planejamento e comunicação precisa, a equipe avançou e cercou a residência onde os traficantes estavam escondidos. Houve confronto inicial, mas, após negociação, o morador feito refém foi liberado e os criminosos se renderam.

No total, 25 criminosos foram presos, 19 fuzis, um revólver e munições foram apreendidos, marcando uma das ações mais importantes da operação.

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