O Governo do RJ solicitou aos EUA a inclusão do Comando Vermelho na lista Specially Designated Nationals (SDN) do OFAC. O objetivo é bloquear bens, contas e ativos de membros da facção no exterior e combater a lavagem de dinheiro. O documento alega que o reconhecimento do CV como “organização terrorista e/ou transnacional” seria crucial para a segurança hemisférica.
O Governo do Rio de Janeiro segue trabalhando para fechar o cerco ao Comando Vermelho. Em uma ação tratada como sigilosa, solicitou aos EUA a inclusão da organização criminosa na lista Specially Designated Nationals (SDN) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac).
Com isso, os principais membros da alta cúpula da facção podem ter bens, contas e ativos em outros países bloqueados. Assim, ocorreria uma vigilância maior das operações internacionais feitas para lavagem de dinheiro e também, entender algumas conexões internacionais de tráfico de drogas.
“O reconhecimento formal do Comando Vermelho como organização terrorista e/ou transnacional, de acordo com as normas dos EUA, representaria um divisor de águas na segurança hemisférica”, afirma o documento enviado pelo Governo do RJ e obtido com exclusividade pela coluna de Paulo Coppelli, no portal Metrópoles.
Entenda
A Specially Designated Nationals (SDN) é uma lista que contém nomes do mundo inteiro, com pessoas físicas e jurídicas, que têm bens e transações bloqueadas nos EUA.
Nomes como o do Ministro do STF Alexandre de Moraes, da esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto LEX, empresa ligada à família, estão inclusos nesta lista. Moraes foi alvo das medidas por supostos ‘graves abusos de direitos humanos’.
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