Thiago Carvalho, presidente da Império da Tijuca, se manifestou após a coroação polêmica de Elisa Sanches, que dançou sem calcinha na quadra da escola. Em nota, ele pediu desculpas à comunidade, assumiu a responsabilidade e afirmou que “ali não é espaço para isso”. O episódio dividiu opiniões nas redes e reacendeu o debate sobre tradição e liberdade artística no carnaval.
O presidente da Império da Tijuca, Thiago Carvalho, se pronunciou nesta segunda-feira (3) após a polêmica coroação da nova rainha de bateria, Elisa Sanches, atriz e produtora de conteúdo adulto. A artista causou controvérsia ao dançar sem calcinha durante o evento de apresentação realizado na quadra da escola de samba, na Zona Norte do Rio, no último domingo (2).
Em nota publicada nas redes sociais, Thiago Carvalho pediu desculpas à comunidade e assumiu a responsabilidade pelo ocorrido.
“Primeiro, peço desculpas pelo ocorrido ontem. Infelizmente, saiu do controle. Já estava no final do evento, que nem era um samba, e a empolgação de ser pega de surpresa pelo convite ocasionou tais coisas desagradáveis. Não concordo, assumo totalmente a responsabilidade. Ali não é e nunca será espaço e palco para isso”, escreveu o presidente.
Thiago ainda destacou que, apesar do episódio, Elisa Sanches segue com o posto de rainha de bateria e é “uma pessoa maravilhosa, que tem muito a somar com a gente”. Ele finalizou afirmando que o foco da agremiação agora é o Carnaval de 2026: “Seguimos, pois o carnaval tem dia e hora.”

Polêmica durante a coroação
Durante o evento, Elisa foi anunciada como a nova rainha de bateria da Império da Tijuca e chegou a discursar antes de se apresentar. “Espero que eu represente a escola da melhor forma possível”, disse ela ao público.
Entretanto, vídeos que circularam nas redes sociais mostram que, ao invés de sambar ao som da bateria, Elisa dançou funk usando uma roupa curta e sem calcinha, o que gerou reações negativas de parte da comunidade e dos frequentadores da quadra.
Enquanto alguns internautas defenderam o direito de expressão artística da atriz, outros criticaram a escola por permitir o episódio, alegando falta de respeito às tradições do samba.
A coroação acabou dividindo opiniões entre sambistas e fãs da agremiação, reacendendo o debate sobre os limites entre sensualidade, liberdade artística e tradição no carnaval carioca.
