A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de exame de insanidade mental feito pela defesa de Matteos França Campos, acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana, de 56 anos, em Belo Horizonte. Segundo a decisão, não há indícios técnicos que apontem incapacidade mental do réu, que confessou ter enforcado a mãe após uma discussão por causa de dívidas com apostas online e ocultado o corpo em Vespasiano. Denunciado por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, Matteos pode pegar até 40 anos de prisão.

Professora Soraya: Justiça rejeita pedido da defesa do filho por insanidade mental
Professora Soraya: Justiça rejeita pedido da defesa do filho por insanidade mental

A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de exame de insanidade mental feito pela defesa de Matteos França Campos, acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana França, de 56 anos. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (4) e afirma que não há provas médicas que indiquem incapacidade mental do réu.

De acordo com a juíza Ana Carolina Rauen, o simples fato de Matteos alegar problemas com jogos de apostas não é suficiente para presumir insanidade. “O relato do acusado acerca de problemas com jogos, ainda que existentes, não se mostra suficiente para presumir incapacidade mental, notadamente quando desacompanhado de qualquer documentação nesse sentido”, escreveu.

O tribunal também negou o pedido da defesa para liberar informações bancárias e de sites de apostas, alegando que a solicitação violaria o sigilo de dados do cidadão, protegido pela Constituição.

Matteos França Campos foi denunciado pelo Ministério Público em setembro pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, cerca de dois meses após o assassinato da mãe. Segundo as investigações, ele enforcou Soraya durante uma discussão sobre dívidas geradas por jogos de apostas online e, em seguida, ocultou o corpo perto de um viaduto em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte.

O acusado teria utilizado o dinheiro da mãe para pagar apostas e empréstimos consignados. Após o crime, tentou simular o desaparecimento da professora. A investigação da Polícia Civil apontou que Soraya foi vítima de violência psicológica e patrimonial, e o Ministério Público pediu o aumento da pena por ter sido cometido com asfixia e dificultado a defesa da vítima.

Matteos foi preso em 25 de julho, cinco dias após o corpo ser encontrado coberto por um lençol. Desde então, já foi transferido para três unidades prisionais da Grande BH e segue preso preventivamente aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.

Caso condenado, ele pode pegar até 40 anos de prisão, com possibilidade de aumento da pena em até metade do tempo.

Veja mais:

Vídeos curtos

Mais lidas