O caso do bebê decapitado em Cuiabá (MT) segue em alta desde ontem e ganhou novos desdobramentos que ampliam o mistério e a comoção em torno da tragédia. De acordo com a Polícia Civil, o casal envolvido demorou cerca de quatro horas para levar o corpo do bebê ao hospital, fato que levantou fortes suspeitas e se tornou um dos principais pontos de investigação. A mulher, de 40 anos, deu entrada no Hospital Geral de Cuiabá (HGU) por volta das 21h de domingo (2), acompanhada do marido, carregando o corpo do bebê envolto em pano, dentro de uma sacola plástica colocada em uma mochila.

Foto: Reprodução
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O caso do bebê decapitado em Cuiabá (MT) segue repercutindo e ganhou novos desdobramentos que ampliam o mistério e a comoção em torno da tragédia. De acordo com a Polícia Civil, o casal envolvido demorou cerca de quatro horas para levar o corpo do bebê ao hospital, fato que levantou fortes suspeitas e se tornou um dos principais pontos de investigação.

A mulher, de 40 anos, deu entrada no Hospital Geral de Cuiabá (HGU) por volta das 21h de domingo (2), acompanhada do marido, carregando o corpo do bebê envolto em pano, dentro de uma sacola plástica colocada em uma mochila.

Segundo as autoridades, o parto ou aborto espontâneo teria ocorrido por volta das 17h, em casa, o que demonstra que o casal passou um longo período antes de procurar atendimento médico. A mulher alegou aos profissionais de saúde que não sabia estar grávida e que teria entrado em trabalho de parto de forma inesperada.

Conforme o relato, o bebê nasceu de forma pélvica, quando a parte inferior do corpo sai antes da cabeça, e durante o processo, a cabeça teria se desprendido após a saída das pernas e do tronco.

O corpo do bebê apresentava fraturas nos membros, o que reforça a necessidade de perícia detalhada para determinar se houve algum tipo de violência, manuseio incorreto ou tentativa de esconder o ocorrido. O casal afirmou que o parto aconteceu de maneira natural e que o desespero impediu uma reação imediata. No entanto, para os investigadores, o intervalo de quatro horas entre o parto e a chegada ao hospital é considerado “crítico” e pode indicar negligência, omissão de socorro ou até tentativa de acobertar fatos relevantes.

Caso é complicado e investigação é conduzida com cautela

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e está conduzindo a investigação com cautela. Os policiais colheram depoimentos da mãe, do marido e de profissionais do hospital. Exames periciais no corpo do bebê e no corpo da mulher foram solicitados para confirmar as circunstâncias do parto, o tempo de gestação e a possível causa da decapitação.

De acordo com informações preliminares, a mulher teria dito que sentiu fortes dores abdominais antes do parto e acreditava estar apenas com um mal-estar. A polícia também analisa o histórico médico da paciente, já que ela afirmou desconhecer a gravidez — o que, para os investigadores, pode ser uma tentativa de justificar a demora no atendimento e a ausência de acompanhamento pré-natal.

A demora de quatro horas é considerada um fator determinante no caso. Segundo especialistas, um intervalo tão longo entre o parto e a chegada ao hospital pode comprometer a integridade do corpo e dificultar a avaliação de ferimentos, além de afetar o resultado de laudos importantes, como o de vitalidade fetal (que indicará se o bebê nasceu com vida).

O hospital confirmou a entrada do casal na unidade, mas informou que não irá se manifestar publicamente até que as investigações avancem. A DHPP deve ouvir novamente os envolvidos nos próximos dias e aguarda o resultado dos exames necroscópicos e ginecológicos.

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