Carlos Eduardo, de 20 anos, suspeito de matar Allany Fernanda, de 13, no DF, mudou a versão e disse que o tiro foi acidental enquanto manuseava uma arma. A Polícia Civil investiga o caso.
Carlos Eduardo Pessoa Tavares, de 20 anos, suspeito de ter matado a adolescente Allany Fernanda, de 13, com um tiro no rosto, no Sol Nascente (DF), prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), nesta quarta-feira (05).
A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), de Ceilândia, desmentiu a versão inicial em que o suspeito afirma que dois homens invadiram o lote em que ele mora para um assalto, que teria terminado com a jovem baleada.
Nova versão do suspeito
Desta vez, Carlos Eduardo apresentou uma nova versão, onde diz que, na noite de domingo (02), saiu para um bar junto da namorada, além de Allany, o namorado de 16 anos e uma amiga da vítima.
A exceção da namorada do suspeito, que em seguida foi para casa, todos os quatro foram para a kitnet de Carlos, no Sol Nascente, onde pediram sanduíches e uma pizza por aplicativo, durante a madrugada.
Quando Allany se levantou para pegar mais um pedaço de pizza, o homem acidentalmente teria disparado com arma de fogo contra ela.
O advogado de defesa Paulo Sérgio de Melo comentou o caso. “Ele disse que estava manuseando a arma e que, sem querer, acabou acertando Allany. Ele, de forma alguma, queria matá-la”, afirmou.
Machucados pelo corpo
Uma perícia identificou marcas de mordidas no peito e braço de Carlos, enquanto Allany tinha marcas pelo pescoço, ambos indícios de uma possível luta corporal entre eles.
O advogado comentou as constatações. “Os machucados no pescoço de Allany tinham sido causados pelo namorado dela. Carlos nunca teve nenhum envolvimento amoroso com a adolescente. Ele disse que havia conhecido ela poucos dias antes do ocorrido”, disse.
Carlos deverá ser investigado por homicídio doloso. O advogado informou que o indiciamento por feminicídio foi descartado e, com isso, a defesa pretende alterar o caso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Delegada do Deam II, Mariana Almeida falou que perícias vão dar sequência à investigação. “Foi realizada a perícia por um dentista, que vai verificar a compatibilidade com a arcada dentária dela.”
