Uma tragédia chocou familiares e amigos em São Paulo: a técnica de enfermagem Vanessa Ferreira da Costa Pantoja foi assassinada a tiros pelo próprio marido, Wildney Santos da Silva, poucas horas depois de realizar uma cirurgia de prótese de silicone nos seios, na noite desta quinta-feira (07).
Uma tragédia chocou familiares e amigos em São Paulo: a técnica de enfermagem Vanessa Ferreira da Costa Pantoja foi assassinada a tiros pelo próprio marido, Wildney Santos da Silva, poucas horas depois de realizar uma cirurgia de prótese de silicone nos seios, na noite desta quinta-feira (07).
Segundo relatos de familiares e testemunhas, o casal, que estava junto há 22 anos e teve três filhos, vivia um relacionamento marcado por ciúmes, possessividade e agressões físicas e psicológicas. Wildney não aceitava que Vanessa, ao realizar a cirurgia, pudesse retomar sua autoestima e liberdade.
O crime aconteceu enquanto a técnica de enfermagem ainda estava no período pós-operatório, impossibilitada de se defender. O marido, que disparou na testa da vítima, alegou à polícia que o tiro teria sido acidental, dizendo não saber que a arma estava carregada.
A irmã da vítima, em entrevista emocionada, descreveu o histórico de violência e manipulação que Vanessa enfrentava há mais de duas décadas.
“Ele é um monstro. Durante 22 anos, ela viveu uma vida de sofrimento, de maus-tratos, de humilhação. Ele batia nela até na rua. Tinha ciúmes dela com os filhos, com os irmãos, com a própria família”, contou.
De acordo com o depoimento, Vanessa já havia tentado se afastar e até tirar a própria vida em momentos de desespero.
“Ela já cortou os pulsos por causa dele. Tentou fugir, mas ele sempre a manipulava. Um dia batia, no outro, pedia perdão. Era um ciclo sem fim”, relatou a irmã.
Ela também revelou o medo que a vítima sentia de deixar o relacionamento.
“Eu dizia: ‘Nessa, vem aqui pra casa, deixa esse cara, isso vai dar problema. Ele já te agrediu’. Mas ela respondia: ‘Prefiro aguentar isso do que ele fazer alguma coisa com meus filhos’”, recordou, com a voz embargada.
No dia do crime, Vanessa havia retornado do hospital após realizar o procedimento. Segundo a irmã, Wildney aparentava tranquilidade e chegou a acompanhá-la na internação. Poucas horas depois, ele sairia de casa sob o pretexto de comprar remédios e voltaria alterado, sem os medicamentos.
“A filha deles de 16 anos estava na cama, ao lado da mãe, quando ele pegou a arma. Disse que queria ‘brincar para assustar’. Encostou o revólver na testa dela e atirou. Ela estava operada, com drenos, sem poder levantar os braços. Foi uma execução”, afirmou a irmã.
Ela garante que o disparo não foi acidental. “Isso foi um crime planejado. Ele manipulou tudo. Ninguém encosta uma arma na testa de alguém por acidente.”
O desabafo da irmã expõe a dor e a impotência diante da violência que destruiu a família.
“Ele acabou com a nossa família. É um covarde. E eu quero que ele saiba que eu vou cuidar dos filhos que ele deixou órfãos. Ela dizia que só se libertaria dele quando morresse e infelizmente foi o que aconteceu.”
A polícia segue investigando o caso. Familiares pedem justiça e reforçam a necessidade de denunciar sinais de abuso e buscar ajuda antes que a violência chegue ao extremo.
