A série “Tremembé”, do Prime Video, retrata o momento em que Suzane von Richthofen quase foi morta dentro da Penitenciária Feminina da Capital (SP) em 2006. A tentativa foi comandada por Maria Bonita, detenta baiana de 28 anos, a mando da líder do PCC, Quitéria Silva Santos. Durante uma rebelião que durou 22 horas, Suzane se escondeu em um armário enquanto era procurada por dezenas de presas. Após o motim, ela foi resgatada em estado de choque e transferida de unidade. Maria Bonita, mais tarde, voltou a ameaçá-la em outro presídio.
A série “Tremembé”, lançada pelo Prime Video, retrata um dos momentos mais tensos vividos por Suzane von Richthofen durante o período em que esteve presa. Condenada pelo assassinato dos pais, Suzane foi alvo de uma tentativa de execução dentro da Penitenciária Feminina da Capital (PFC), em 2006, episódio que foi liderado pela detenta conhecida como Maria Bonita.
De acordo com o livro “Suzane: Assassina e Manipuladora”, do jornalista Ulisses Campbell, a rebelião teve como objetivo eliminar duas presas: Suzane e Aurinete Félix da Silva, a “Netinha”, uma das fundadoras do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ordem para a execução partiu da então líder da facção dentro da unidade, Quitéria Silva Santos, que delegou a missão a Maria Bonita.
Natural da Bahia, Maria Bonita tinha 28 anos na época e atuava como assessora direta de Quitéria, conhecida entre as detentas como a “rainha da penitenciária”. Durante o motim, que durou cerca de 22 horas, Suzane ficou encurralada e se escondeu em um armário de ferro, sem ventilação nem água, enquanto cerca de 40 presas a procuravam para matá-la.
“Eu sei que você está aí dentro, sua cadela! Vou cortar a sua garganta!”, gritavam as detentas, segundo relato de Campbell. A rebelião terminou com a morte de Quitéria, esfaqueada por outra presa, e Suzane foi resgatada em estado de choque pelas forças de segurança.
Após o episódio, Suzane foi transferida para o Centro de Ressocialização de Rio Claro, e Maria Bonita foi enviada para a penitenciária de Ribeirão Preto. Anos depois, elas se reencontraram, e Maria Bonita voltou a ameaçar a ex-detenta, dizendo: “Quem mata pai e mãe tem que ir para o inferno o mais rápido possível.”
Na série “Tremembé”, a personagem Maria Bonita é representada sob o nome de Dadá, interpretada pela atriz Rosana Maris. Algumas adaptações foram feitas para simplificar a narrativa, incluindo a fusão de presídios e transferências na trama.